Publicidade
SÃO PAULO – Em uma nova sessão marcada pelo pessimismo no mercado brasileiro como um todo, dada o clima de apreensão que vem tomando conta do cenário internacional nas recentes sessões, os títulos da dívida externa brasileira fecharam em queda e o risco país em alta nesta segunda-feira.
Investidores seguem atentos ao quadro internacional
Vários fatos continuam contribuindo para o nervosismo dos investidores internacionais, que com isso passam a ter maior aversão ao risco. O assassinato do presidente da Tchetchênia, Akhmad Kadyrov, morto na explosão de uma bomba em Grozni, capital tchetchena, ameaça os esforços de Moscou de estabilizar e controlar a república separatista russa, visto que o presidente era apoiado por Moscou e importante ator para a pacificação da região.
As instabilidades no Iraque, agravadas com a divulgação de inúmeras fotos de soldados norte-americanos torturando presos iraquianos, também contribuem para o clima de tensão. Além disso, as ameaças constantes de rebeldes e líderes iraquianos e ainda o bombardeio do escritório de Al Sadr, que lidera uma insurgência contra a ocupação liderada pelos EUA e é procurado pelas forças da coalizão, também preocupam o mercado.
Somando-se a isso, tem-se a contínua preocupação em relação ao aumento da taxa de juro norte-americana, pois devido aos bons indicadores econômicos divulgados nas últimas semanas, o mercado acredita que tal aumento deva ocorrer já nos próximos meses.
Cenário interno indica manutenção da Selic
Vale destacar que a expectativa de que o juro dos Estados Unidos suba já nos próximos meses eleva a perspectiva de que o Copom mantenha a Selic em seu atual patamar de 16,0% ao ano, temendo que a disparada do dólar possa ocasionar um repique inflacionário no curto prazo. Dessa maneira, deve-se destacar que uma queda do juro poderia acelerar ainda mais a fuga de capitais da economia local, o que reforça a idéia de manutenção da Selic neste mês.
Somado a isto, um artigo publicado no The New York Times sobre o comportamento, muitas vezes inapropriado, do presidente Lula e sua implicações no governo do petista, também contribuiu para pressionar o humor dos investidores nesta sessão.
Continua depois da publicidade
Títulos fecharam em queda
Com isso, o principal título da dívida externa brasileira, o C-Bond, opera
em baixa de 1,71%
na noite desta segunda-feira, cotado a
Continua depois da publicidade
86,06
centavos de dólar.
Por sua vez, outros títulos da dívida reestruturada brasileira, como o Par Bond e o Discount Bond, não acompanham a tendência de C-Bond.
O Par Bond
Continua depois da publicidade
cai 0,16%,
cotado a
74,38
centavos de dólar,
enquanto o Discount Bond mostra valorização de 1,00%, cotado a 75,75 centavos de dólar.
Já dentre os principais bônus globais, o destaque fica com o Global 27, que mostra baixa de 5,45%.
Risco país fecha próximo aos 800 pontos base
Continua depois da publicidade
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil
calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan opera a 798 pontos base, um aumento de 39 pontos base em relação ao último fechamento.
Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:
![]() |
|||||||
![]() |
Ativo | Último | Fech. Anterior | Var % | ![]() |
||
![]() |
C-Bond | 86,06 | 87,56 | -1,71 |
![]() |
||
![]() |
Par Bond | 74,38 | 74,50 | -0,16 |
![]() |
||
![]() |
Discount Bond | 75,75 | 75,00 | +1,00 |
![]() |
||
![]() |
Global 06 | 102,81 | 105,00 | -2,09 |
![]() |
||
![]() |
Global 07 | 100,81 | 102,50 | -1,65 |
![]() |
||
![]() |
Global 08 | 97,00 | 99,00 | -2,02 |
![]() |
||
![]() |
Global 09 | 104,00 | 109,13 | -4,70 |
![]() |
||
![]() |
Global 20 | 94,25 | 94,25 | 0,00 |
![]() |
||
![]() |
Global 27 | 78,00 | 82,50 | -5,45 |
![]() |
||
![]() |
Global 40 | 82,75 | 85,38 | -3,08 |
![]() |
||
![]() |
|||||||

