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SÃO PAULO – O clima de pessimismo deixado pela reunião do Fomc de 10 de maio vem comprometendo o desempenho da renda variável norte-americana em 2006. O índice Nasdaq acumula queda de mais de 8% desde o início do ano, e Dow Jones e S&P 500 também não empolgam.
Mas para aqueles que acham que as desvalorizações atuais retratam um limite às perdas recentes, más notícias. O calendário aponta para agosto e setembro, meses conhecidos como trágicos para a renda variável norte-americana.
Histórico sugere cuidado
Dados apurados desde 1950 apontam que agosto é o terceiro pior período do ano para os principais índices de Wall Street. O título desse ranking pouco entusiasmante fica com setembro. Juntos, esses meses fazem com que o intervalo entre o fim de verão e início de outono no hemisfério norte signifique distância do mercado acionário.
Para os ainda mais afeitos a padrões históricos, vale como referência a teoria dos ciclos presidenciais. O segundo ano dentro do mandato – caso de 2006 – costuma ser visto com cautela especial pelos acionistas.
Contemporâneo também
Pois bem, estamos falando de impressões gerais; não há prova de que elas terão efeito neste ano. Mas mesmo os que desconsideram o “efeito calendário” não podem negar que as circunstâncias atuais indicam um cenário de promessas rasas para os próximos meses.
Tensões geopolíticas aliadas a um Federal Reserve mostrando pouca certeza sobre o fim do ciclo de aperto monetário nos EUA resultam em aversão ao risco. E resultados trimestrais abaixo do esperado podem comprometer a única fonte de otimismo que restou a Wall Street: o cenário corporativo.