Pesquisa Febraban aponta crescimento de 0,2% do PIB em 2009 e 4,6% em 2010

Mediana das projeçoes de instituições consultadas é de Selic em 10,50% ao ano em dezembro de 2010

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SÃO PAULO – A pesquisa Febraban (Federação Brasileira de Bancos), divulgada nesta quarta-feira (4), relativa ao mês de outubro revelou uma maior cautela dos mercados em relação às perspectivas para a economia brasileira e global. Contudo, as instituições participantes ainda estão otimistas em relação ao desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) em 2010.

Em média, os analistas projetam um crescimento de 4,6% para a economia brasileira no próximo ano, o que representa um aumento de 0,6 pontos percentuais em relação à última pesquisa. As projeções para a performance do PIB em 2009 apontaram crescimento de 0,2%, frente avanço de 0,02% apurado em setembro.

Selic

Saindo da perspectiva de manutenção do atual patamar de juro (estabelecido em 8,75% ao ano) até o final de 2010, a mediana dos especialistas aponta a taxa básica em 10,50% ao ano em dezembro do próximo ano, apesar das projeções para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo) estarem em 4,4% para o próximo ano e 4,3% para 2009.

Também é importante notar que a maioria das instituições consultadas projetou aumento para a taxa Selic em 2010, sendo que 37,9% delas falaram em juros mais altos do que os 10,50% apontado pela pesquisa.

As preocupações parecem vir do fortalecimento do real em relação ao dólar, com as projeções para taxa de câmbio em R$ 1,71 (R$/US$) para este fim de ano e R$ 1,75 para o ano que vem, saindo das metas de R$ 1,83 e R$ 1,85, respectivamente, registradas na pesquisa de setembro. Por sua vez, a expectativa é de que a balança comercial fique positiva em R$ 16,7 bilhões em 2010, R$ 9,1 bilhões a menos do que a esperada para este ano.

IOF

Outra questão polêmica abordada pela Febraban foi a recente decisão do governo federal de taxar o investimento externo. Quando inquiridos sobre os efeitos mais prováveis da extensão do IOF sobre os fluxos estrangeiros, 82,1% dos analistas disseram acreditar que a medida é pouco efetiva.

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“Fundamentos positivos da economia brasileira e liquidez externa devem seguir pesando mais e contribuindo para manter o fluxo externo e a tendência de apreciação do câmbio”, foi o argumento mais utilizado entre os entrevistados.

Confira mais detalhes sobre a pesquisa Febraban








































Variáveis Macroeconômicas 2009 2010
Taxa Selic 8,75% 10,50%
Crescimento do PIB 0,2% 4,6%
Produção Industrial -6,7% 6,3%
IPCA 4,3% 4,4%
IGP-M -0,6% 4,3%
Taxa de câmbio R$ 1,71 R$ 1,75
Risco-Brasil 228,8 pontos 206,6 pontos
Dívida Líquida Setor Público (% PIB) 43,4% 41,9%
Reservas Internacionais US$ 234,4 bilhões US$ 246,5 bilhões