Pesquisa da Febraban revela que IPCA deve fechar 2011 em alta de 6,4%

Patamar é próximo do limite da meta do Governo, de 6,5%; Selic deve sofrer mais dois cortes este ano, ficando em 11,00% a.a.

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SÃO PAULO – A preocupação em relação aos preços no mercado brasileiro se refletiu nas projeções divulgadas pelo economista-chefe da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Rubens Sardenberg, em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (14) para apresentar a Pesquisa de Projeções Macroeconômicas e Expectativa de Mercado para este ano e para 2012.

Segundo o documento, é esperado que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) – medida oficial de inflação no Brasil – tenha alta de 6,4% em 2011 – o número próximo do teto da meta, de 6,5% ao ano. Na última pesquisa da Febraban, em agosto, a projeção já era de avanço de 6,3% para o IPCA neste ano.

A perspectiva, segundo o analista, decorre da deterioração do cenário macroeconômico internacional, que será refletida no Brasil. Para 2012, o movimento também foi de alta. Na comparação entre as projeções de agosto com a atual pesquisa da Febraban, as estimativas para o IPCA passaram de 5,2% para 5,5% ao final do próximo ano. 

Selic
Em relação à Selic, a pesquisa da Febraban revelou que as perspectivas estão voltadas para mais dois cortes na taxa básica de juros nacional neste ano, de 0,5 ponto percentual, nas duas últimas reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária) em 2011. Assim, a Selic encerraria 2011 em 11,00% ao ano. Para 2012, as projeções passaram de 12,5% a.a. para 10,63% a.a., segundo a entidade.

Além das projeções para a inflação e a taxa Selic, a pesquisa da Febraban também revelou uma perspectiva de crescimento da economia brasileira neste ano de 3,5%.