Pesquisa da Febraban revela que IPCA deve fechar 2011 em alta de 6,3%

Patamar é próximo do limite da meta do Governo, de 6,5%; número mostra aumento frente às projeções de março

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SÃO PAULO – A preocupação em relação aos preços no mercado brasileiro se refletiu nas projeções divulgadas pelo economista-chefe da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Rubens Sardenberg, em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (4) para apresentar a Pesquisa de Projeções Macroeconômicas e Expectativa de Mercado para este ano e para 2012.

Segundo o documento, é esperado que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) – medida oficial de inflação no Brasil – tenha alta de 6,3% em 2011 – o número ainda está abaixo do teto da meta, de 6,5% ao ano. Na última pesquisa da Febraban, em março, a projeção era de avanço de 5,8% para o IPCA neste ano.

“A inflação se tornou o principal problema no mercado brasileiro. A alta vista na expectativa da inflação nas últimas pesquisas se manteve”, disse Sardenberg. De acordo com o economista, essa escalada dos preços no mercado doméstico é reflexo principalmente da pressão da alta das commodities, em especial dos preços do petróleo, além dos alimentos.

Em 2012, preços também devem subir
Para 2012, o movimento também foi o mesmo. Na comparação entre as projeções de março com a atual pesquisa da Febraban, as estimativas para o IPCA passaram de 4,8% para 5,1% ao final do próximo ano. 

“Eu acredito que, no horizonte de 12 meses, a inflação deve começar a mostrar queda no final do ano”, destacou Sardenberg. A pesquisa da Febraban também mostrou avanço nas projeções para o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), que passaram para 6,9% em 2011 e 5,2% em 2012.

Além das maiores projeções para a inflação, a pesquisa da Febraban também revelou uma ligeira redução na perspectiva de crescimento da economia brasileira neste ano, para 4,1%.


Editor de Minhas Finanças do InfoMoney, cobre temas como consumo, tecnologia, negócios e investimentos.