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SÃO PAULO – Levando em conta suas projeções para a economia nos próximos anos e para a renda variável, o Morgan Stanley montou oito modelos de investimento, que vão do mais conservador ao mais agressivo, trazendo opções de alocações em diversas classes de ativos.
O estrategista chefe do banco, David Darst, destaca que os portfólios são sugeridos para investidores que têm carteiras de US$ 1 milhão a US$ 20 milhões para aplicar, e pesam os riscos e os retornos de cada aplicação. São quatro grandes classes: moedas globais, renda fixa, renda variável e investimentos de retorno absoluto, ou “investimentos alternativos”, que incluem commodities, hedge funds, ativos ligados à inflação e os chamados REITs – ativos que para investimento direto no mercado imobiliário, através de propriedades ou hipotecas.
Conservador
Começando pelo modelo mais conservador, o banco aloca a maior parte dos investimentos (66%) em bonds com “investment grade”, ou seja, títulos de renda fixa de alta qualidade. Outros 23% do portfólio são destinados à compra de moeda, e os 11% restantes ficam com ativos ligados à inflação.
| Confira as sugestões de alocação do Morgan Stanley, em portfólios que vão do mais conservador (1) ao mais agressivo (8) |
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| Classe de investimento |
Tipo de ativo | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Moeda | – | 23% | 11% | 6% | 3% | 1% | – | – | – |
| Bonds | Investment Grade | 66% | 45% | 29% | 19% | 9% | 1% | – | – |
| High Yield | – | 3% | 4% | 5% | 6% | 5% | – | – | |
| Emergentes | – | – | 3% | 4% | 5% | 2% | – | – | |
| Ações | EUA | – | 11% | 17% | 23% | 26% | 34% | 34% | 32% |
| Emergentes | – | 5% | 9% | 10% | 12% | 15% | 17% | 22% | |
| Desenvolvidos (ex-EUA) |
– | 6% | 8% | 8% | 12% | 15% | 20% | 17% | |
| Alternativos | Commodities | – | 5% | 5% | 5% | 5% | 6% | 8% | 8% |
| Hedge Funds | – | 5% | 8% | 11% | 11% | 10% | 10% | 10% | |
| Ativos ligados à inflação |
11% | 4% | 4% | 4% | 4% | 2% | – | – | |
| REITs | – | 3% | 3% | 4% | 5% | 5% | 6% | 6% | |
| Futuros | – | 2% | 4% | 4% | 4% | 5% | 5% | 5% | |
O segundo modelo, ainda considerado conservador, diminui a fatia dos investimentos em bonds de alta qualidade para 45%, alocando mais 11% em moeda e 4% em ativos relacionados à inflação. Esse portfólio já inclui investimentos em ações: 5% em renda variável dos emergentes, 11% nos EUA e 6% em outros mercados desenvolvidos. O restante das alocações fica com os chamados investimentos alternativos: 5% em hedge funds, 4% em ativos ligados à inflação, 5% em commodities, 3% em investimento imobiliário e 2% em mercados futuros.
Mais agressivo = mais renda variável
Os perfis de 3 a 6 ampliam os investimentos alternativos e em ações em detrimento de opções mais seguros, como bonds (confira as alocações sugeridas na tabela ao lado). No 7º modelo projetado pelo Morgan Stanley – já considerado agressivo – não há investimentos em renda fixa ou moeda. 17% do portfólio é destinado a ações de emergentes, outros 34% ficam com a renda variável norte-americana e mais 20% com ações de outros mercados desenvolvidos. O restante da carteira traz somente investimentos considerados alternativos, ou de retorno absolutos: 10% em hedge funds, 5% em futuros, 8% em commodities e 6% no mercado imobiliário.
No último portfólio sugerido, o banco destina ainda mais espaço aos emergentes: são 22% dos investimentos em renda variável dos emergentes, 32% nos EUA e 17% nos demais mercados desenvolvidos. Entre os investimentos “alternativos”, os hedge funds ficam com 10%, os mercados futuros com 5%, as commoditities com 8% e os investimentos imobiliários com 6%.
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Underweight, Overweight
Além dos portfólios, o banco também trouxe uma lista com sua alocação geral de investimentos, dividida por pesos. Os investimentos em moeda, por exemplo, foram classificados como underweight pelo Morgan Stanley, assim como os bonds globais e de curta duração. No mercado acionários, os únicos com essa alocação são o Japão e a Europa.
Já entre os investimentos que recebem alocações equalweight estão as ações asiáticas (ex-Japão), canadenses, small caps – e, no caso das norte-americanas, as mid caps também.
As alocações overweight, por sua vez, ficam com bonds de high yield, títulos de renda variável corporativos e securitizados, bonds de mercados emergentes, ações large caps dos EUA, ações dos emergentes, commodities e mercado imobiliário e ativos ligados à inflação.