Perspectiva da LCA é de que BC elevará taxa de juros já no início de 2011

Analistas apontam três cenários para alterações na Selic; projeções consideram recuperação das principais economias do mundo

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SÃO PAULO – Os analistas da LCA apontaram três diferentes cenários para a evolução da taxa Selic a partir do ano que vem, considerando manutenção e ajustes no médio e curto prazo. As maiores probabilidades ficam com a elevação já no início de 2011.

Suas projeções consideram um contexto no qual esteja consolidada a recuperação das principais economias do mundo, haja certa moderação no crescimento dos países emergentes e, por fim, exista um foco anti-cíclico na execução da política fiscal no Brasil.

Manutenção em 10,75% ao ano
Neste cenário, o Banco Central não cederia diante das pressões inflacionárias, mantendo a Selic no atual patamar na expectativa de que a diluição da recente alta nas commodities,  “provocaria rápida descompressão da inflação corrente e das expectativas de inflação no primeiro trimestre de 2010”.

Leve ajuste no curto prazo
A manutenção era o cenário que, de acordo com os analistas, teria maior chance de ocorrer. Entretanto, passou-se a considerar que ficou mais forte a probabilidade do BC reconhecer que as pressões inflacionários se tornaram mais disseminadas, e, desta forma, sinalizar já na próxima reunião do Copom, que ocorrerá no próximo dia 8 de dezembro, um aumento na Selic para o começo de 2011.

Neste segundo cenário, que considera a continuidade de uma descompressão gradativa das commodities, “uma elevação da ordem de 100 pontos-base da Selic seria capaz de recolocar a inflação na trajetória de metas”, ponderam os analistas.

O fato que reforçou a perspectiva deste aumento na Selic foi que, com a crise no PanAmericano (BPNM4), se tornou mais difícil a captação de recursos pelos bancos médios e pequenos, que consequentemente tornou arriscado um possível recurso a um aumento de compulsórios.

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A expectativa de ajuste na Selic também é considerada pelo economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito. Para o economista, a perspectiva é de que as pressões inflacionários possam resultar em um aumento de 0,25 ponto percentual na taxa de juros já no encontro de dezembro.

Ajuste maior no segundo trimestre de 2011
Com uma probabilidade mais reduzida, os analistas avaliam um terceiro cenário no qual o BC não alteraria neste momento a taxa básica de juros, para apenas promover ajustes mais adiante, provavelmente no segundo trimestre de 2011. Neste caso, o ajuste seria superior ao projetado no cenário anterior, de curto prazo.