Persiste o impasse entre os membros do Fed: comprar Treasuries ou não?

Colegiado considera possibilidade para pressionar os yields da dívida pública; para Lacker, foco é cortar custos de empréstimos

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SÃO PAULO – Os oficiais do Federal Reserve não conseguiram resolver o debate interno sobre a compra de Treasuries de longo prazo, mesmo com a trajetória ascendente do rendimento das notas ameaçando minar o objetivo do colegiado de cortar os custos para os empréstimos de consumidores e empresas.

As autoridades têm se concentrado em um programa de compra de US$ 200 bilhões em empréstimos de consumidores e pequenas empresas e um plano para adquirir US$ 600 bilhões em dívidas de financiamento imobiliário, de acordo com pessoas familiarizadas com as deliberações.

Não efetuando a compra de Treasuries, o Fed poderá impulsionar os custos dos empréstimos do governo, com os responsáveis pela dívida procurando financiar um déficit orçamentário sem precedentes. O rendimento das notas com vencimento em dez anos ultrapassou o nível do dia 1 de dezembro, após Ben Bernanke falar pela primeira vez sobre esta opção.

Reuniões

O debate sobre a compra de notas do Tesouro agora já perdura por duas reuniões do Fomc (Federal Open Market Committee) – comitê de mercado aberto do Federal Reserve.

A minuta da última reunião, divulgada em 28 de fevereiro, sinalizou que o painel “está preparado para comprar títulos do Tesouro de longo prazo, se as circunstâncias indicarem que a evolução dessas transações seja eficaz na melhoria das condições de crédito.”

Lacker discorda

O presidente do Fed de Richmond, Jeffrey Lacker, discordou da decisão tomada em 28 de janeiro, destacando uma cisão entre membros do colegiado sobre a forma de enfrentar a crise de crédito e reanimar a economia.

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Lacker mostrou preferência por expandir a oferta de moeda através de títulos do Tesouro e não através de programas de crédito.

Comprando Treasuries, o país reduziria os yields da dívida pública, levando a um declínio nas taxas de hipotecas, títulos corporativos e outros tipos de empréstimos, de acordo com Lacker e outros formadores de política monetária.