Perdigão e Sadia nos extremos do Ibovespa: primeira desaba e segunda dispara

Prejuízo de R$ 20 milhões pesa sobre os papéis da primeira; elevação de recomendação pelo Citi impulsiona ações da segunda

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SÃO PAULO – Os setor de consumo e varejo ocupou os dois extremos do Ibovespa nesta sessão. Com desvalorização de 6,98%, os papéis da Perdigão (PRGA3) ficaram com o destaque de baixa do índice, ao passo que as ações da Sadia (SDIA4) lideraram a ponta positiva, ao subir 5,84%.

A forte desvalorização verificada nas ações da Perdigão foi influenciada pelos fracos resultados operacionais reportados pela companhia na véspera. De modo geral, o desempenho trimestral ficou acima do registrado no mesmo intervalo de 2007, porém, o prejuízo líquido da empresa ficou em R$ 20 milhões.

Segundo a companhia, o resultado negativo se deu “em razão das absorções de parcela do ágio referente a aquisições, do impacto cambial nas despesas financeiras (R$ 318 milhões, sem efeito caixa) e de ajustamentos no processo produtivo, visando a otimização, redução de custos e do nível de estoques destinados ao mercado externo.”

No entanto, a empresa destacou que assumiu a liderança do setor de alimentos no Brasil no ano passado, além do fato dos resultados referentes ao quarto trimestre apontarem o melhor desempenho operacional da empresa no ano.

Sadia dispara

No caso da Sadia, a forte valorização se deu por conta da revisão nas estimativas do Citigroup, que passou a recomendar os papéis. Diante da chance de recapitalização, os analistas do banco estrangeiro divulgaram relatório sugerindo aos investidores que adquirissem os ativos da companhia, que desde 2008 passa por dificuldades após perder com derivativos cambiais.

A disparada nas ações remete ainda à matéria publicada pela Agência Estado, que afirmou que o valor da transação é o único detalhe que impede a compra da Sadia pela Perdigão.

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De acordo com uma fonte “muito próxima ao caso”, o negócio só não foi concretizado porque existem dois valores sendo discutidos na negociação – um mantendo a presença das famílias Furlan e Fontana no grupo e o outro excluindo a participação das atuais administradoras.

Além da negociação com a brasileira, foi ressaltado que a Sadia pode ser alvo de estrangeiros, que veem na marca a possibilidade de “entrar no Brasil pela porta da frente”. Citada entre as potenciais interessadas na aquisição da Sadia, a Tyson Foods negou o interesse em comunicado.