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SÃO PAULO – “Descobri que as perdas provocadas pela crise de crédito poderão atingir um pico de US$ 3,6 trilhões para as instituições norte-americanas, com metade delas atingindo bancos e corretoras de títulos”. A afirmação é de Nouriel Roubini, professor da Universidade de Nova York, e sintetiza a estimativa do acadêmico, ao passo que a barreira do US$ 1 trilhão já foi ultrapassada pelas perdas do colapso.
Numa conferência em Dubai nesta terça-feira (20), o economista acredita que o governo dos EUA necessitará despender US$ 1 trilhão para capitalizar o sistema bancário, além dos US$ 350 bilhões herdados da administração de George Bush. Exemplificando, dois dos três maiores bancos norte-americanos apresentaram prejuízo no último trimestre acima de US$ 1,5 bilhão, tendo o Bank of America relatado perdas de US$ 1,79 bilhões e o Citigroup de US$ 8,29 bilhões.
Commodities em xeque
Se o sistema bancário preocupa Roubini, o mercado de commodities carrega o mesmo tom pessimista do acadêmico, ao passo que as projeções giram em torno de baixa no intervalo entre 15% e 20% no decorrer deste ano. “Este horizonte para os preços das commodities é benéfico aos importadores de petróleo, o que poderá implicar maior rapidez para a recuperação econômica”, explanou o professor.
Por último e, ao olhar para o principal artigo do mercado de bens primários, o economista estima que a cotação do barril de petróleo Brent em Londres deverá ser negociada dentro do intervalo de US$ 30,00 a US$ 40,00 durante todo o ano. “[…] do ponto de vista dos exportadores de óleo bruto, isto será muito negativo”, conclui Roubini, ao explanar acerca das consequências para àqueles que produzem o hidrocarboneto.