Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA recuam em 11.000

Os pedidos permanece em uma faixa de 201.000 a 230.000 para este ano

Reuters

Sinalização de uma feira de empregos em Nova York
3 de setembro de 2021. REUTERS/Andrew Kelly/Foto de arquivo
Sinalização de uma feira de empregos em Nova York 3 de setembro de 2021. REUTERS/Andrew Kelly/Foto de arquivo

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O número ⁠de norte-americanos que entraram com pedidos ⁠de auxílio-desemprego caiu na semana passada, sugerindo que as ‌condições do mercado de trabalho permaneceram estáveis, embora os empregadores estejam cautelosos quanto à contratação de novos trabalhadores ‌já que o conflito no Oriente Médio lança uma sombra sobre a economia.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 11.000, para 207.000 em com ajuste sazonal, na semana encerrada em 11 de abril, informou o Departamento do Trabalho ⁠nesta ‌quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 215.000 pedidos para ⁠a última semana.

Os pedidos permanece em uma faixa de 201.000 a 230.000 para este ano. Embora as demissões permaneçam baixas, o choque do preço do petróleo decorrente da guerra entre os EUA e Israel contra ​o Irã pode estar prejudicando as contratações.

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O relatório Livro Bege do Federal Reserve, divulgado na quarta-feira, mostrou ​que ‘vários distritos observaram um aumento na demanda por trabalhadores temporários ou terceirizados, já que as empresas permaneceram cautelosas em relação a contratações permanentes’. O relatório, baseado em informações coletadas no início de abril, também observou que ‌o conflito no Oriente Médio ‘foi citado ​como uma importante fonte de incerteza que complicou a tomada de decisões sobre contratações, preços e investimento de capital, com muitas empresas adotando uma ⁠postura de ​esperar para ver’.

Os ​preços do petróleo subiram mais de 35% desde o início da guerra, no ⁠final de fevereiro. Os preços ​mais altos do petróleo aumentaram os preços ao consumidor e ao produtor em março, segundo dados recentes do governo. O ​presidente Donald Trump impôs um bloqueio ao Estreito de Ormuz, interrompendo o comércio marítimo que entra ​e sai do ⁠Irã.

O mercado de trabalho já estava em um padrão de contenção antes da ⁠guerra, o que os economistas atribuem à incerteza decorrente das tarifas de importação e das deportações impostas por Trump. O conflito no Oriente Médio foi apenas mais uma camada de incerteza para as empresas, disseram os economistas.