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SÃO PAULO – Aos que acompanham o fluxo de notícias internacionais é perceptível a diferença entre o início deste trimestre e o começo do trimestre passado: enquanto os problemas da economia se alastram, projeções de retomada do crescimento dão lugar a dados que mostram continuidade da deterioração do mercado imobiliário.
Vendas em baixa, preços em alta: a situação não sofreu grandes alterações desde o começo da crise. Nesta sexta-feira (25), as informações divulgadas pela firma de dados imobiliários RealtyTrac podem aumentar a preocupação do mercado. No segundo trimestre, o número de pedidos execuções hipotecárias atingiu 739.714 propriedades, um aumento de 14% em relação aos três meses anteriores.
A cena piora quando a comparação é feita em base anual: frente ao segundo trimestre de 2007, esse número deu um salto de 121%, mostrando que, apesar do mercado imobiliário estar se recuperando em alguns estados, a maioria das regiões norte-americanas apresenta aumento das execuções hipotecárias.
Segundo James Saccacio, CEO da RealtyTrac, os números indicam que no segundo trimestre houve aumento da atividade de execuções hipotecárias em 48 dos 50 estados norte-americanos, na base anual.
Perspectivas
O número de execuções hipotecárias concretizadas também apresentou um aumento significativo. Foram 220 mil propriedades tomadas pelos bancos entre abril e junho, quase o triplo do ano passado.
O avanço das execuções é ainda maior do que o previsto. “Nós havíamos dito que o número de execuções hipotecárias atingiria um total entre 1,9 milhão e 2 milhões neste ano”, informou Rick Sharga, porta-voz da empresa. “Mas na metade do ano, nós já estamos em 1,4 milhão, então nós vamos aumentar nossas projeções”.
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Outra notícia preocupante é o aumento da proporção da reintegração de posse das propriedades pelos bancos em relação ao número de pedidos. Atualmente as execuções hipotecárias representam 30% do total de notificações, superando os 24% registrados no ano passado.