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Acaba de ser divulgado pelo Departamento de Comércio dos EUA, o Durable Goods Orders relativo ao mês de agosto. O índice, que mede o volume de pedidos e entregas de bens duráveis, apresentou variação negativa de 0,3%, ficando em linha com as expectativas do mercado. Em julho, o índice revisado apresentou baixa de 1,1%. Com a queda em agosto, desde o início do ano já são cinco meses de retração e apenas três de aumento dos pedidos de bens duráveis.
Mais uma vez a queda dos índices de bens duráveis em agosto indica a continuação de um trimestre de desaceleração, que pode ficar ainda mais negativo após os atentados de 11 de setembro. O aumento dos pedidos de equipamentos de telecomunicações e de maquinário industrial registrado em agosto deve ficar comprometido já no próximo mês com a deterioração do setor de transporte aéreo. Por outro lado, os estoques caíram pelo sétimo mês consecutivo e as encomendas de semicondutores e de produtos de tecnologia subiram, por conta da queda dos preços.
A diminuição dos novos pedidos em agosto corresponde a US$ 600 milhões, uma vez que o setor de bens duráveis registrou US$ 180,8 bilhões em novos pedidos. A entrega de bens duráveis em agosto caiu US$ 2,2 bilhões, ou 1,2%, para US$ 185,2 bilhões, após uma queda de 0,2% em julho e de 2,4% em junho. Desde o início do ano, as entregas ainda acumulam uma queda de 6,69% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Na análise por setores da indústria, a principal queda ficou com os equipamentos de transportes, assim como os pedidos de produtos semiacabados e de matérias-primas metais, em correlação com a queda dos materiais de transportes. Por outro lado, em agosto foi registrado um aumento de 14,4% em pedidos de semicondutores, contudo é menos da metade da queda do mês.
Este índice é uma boa medida do nível de atividade industrial na economia, sendo que a queda de pedidos e de entregas é mais um indicador do desaquecimento do setor industrial nos EUA.