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SÃO PAULO – A maior preocupação dos brasileiros em manter uma poupança de longo prazo faz com que os fundos de previdência venham em franca expansão nos últimos anos. O tom conservador das aplicações ganha ainda mais apelo em tempos de crise como o atual.
De acordo com dados da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento), a participação de tal categoria no PL (patrimônio líquido) da indústria brasileira de fundos de investimentos foi de 8,87% em agosto deste ano. No mesmo mês do ano passado, beirava os 7,5%.
Outro demonstrativo do maior apelo dos fundos de previdência junto aos investidores é a captação líquida. Até 22 de setembro, a categoria registrou no acumulado do ano aplicações superiores aos resgates em R$ 5,2 bilhões.
Perfil flexível e vantagens de tributação
Mas o grande destaque fica mesmo por conta da rentabilidade dos fundos de previdência. Com um perfil que permite uma ampla diversificação dos recursos em diversas categorias de fundos, como referenciados, renda fixa e multimercados, os fundos de previdência acumulam uma rentabilidade média de cerca de 8% em 2008.
Ademais, há ainda as diversas vantagens de custo e tributação. Entre elas, parte dos potenciais investidores pode obter dedução dos valores da contribuição do imposto a pagar até um limite de 12% da renda bruta anual. Além disso, nesta aplicação só há recolhimento de Imposto de Renda na hora do resgate.
Pé de meia no dólar
Todavia, os fundos de previdência, justamente por seu perfil flexível de alocação de recursos, constituem uma categoria quase que à parte das demais. Tantas opções podem dificultar a tomada de escolha por parte do investidor interessado em garantir seu “pé de meia” para o futuro.
Uma das subcategorias da categoria “fundos previdência” que vem se destacando nos últimos meses é a de “fundos previdência cambial dólar”, cuja rentabilidade positiva pega carona na inflexão da trajetória da moeda norte-americana.
Investir no câmbio já foi mais popular. Com o fortalecimento do real nos últimos anos, a aplicação perdeu apelo e participação no mercado. Não à toa, até o final de agosto, existiam apenas três fundos de previdência voltados à divisa. Mas a pedida vem se mostrando bem sucedida. Confira a tabela abaixo:
| Classe de Fundo | Rentabilidade Mês* | Rentabilidade 30 dias | Rentabilidade 2008* |
| Previdência Referenciado DI | +0,70% | +0,92% | +7,73% |
| Previdência Cambial Dólar | +6,02% | +6,23% | +2,84% |
| Previdência Renda Fixa | +0,61% | +0,82% | +8,28% |
| Previdência Renda Fixa Médio e Alto Risco | +0,87% | +1,12% | +8,65% |
| Previdência Balanceados | -2,39% | -2,32% | -6,09% |
| Previdência Multimercados Sem Renda Variável |
+0,71% | +0,98% | +7,79% |
| Previdência Multimercados Com Renda Variável |
-1,19% | -0,88% | -2,80% |
Fonte: Anbid
*Rentabilidade no acumulado até 22 de setembro
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Os ganhos obtidos pelos fundos de previdência ligados ao dólar nos últimos 30 dias e no acumulado desse mês destacam-se dos demais, muito embora seu desempenho no ano ainda fique a desejar comparado à média da categoria.
Os três existentes
Entre os três fundos de previdência dedicados à aplicação de recursos no dólar existentes atualmente no mercado, dois pertencem à Santander Asset, enquanto outro é controlado pela equipe de gestão do Banco Safra.
Embora as taxas de administração variem entre 1,5% e 3,0%, ainda assim, são extremamente baixas colocadas frente à média dos fundos de investimentos – característica da categoria “fundos previdência”.