Radar da bolsa

PDG e Brookfield sobem mais de 15% em 6 pregões; elétricas corrigem fortes ganhos

Ainda entre os destaques, B2W opera no negativo após avançar mais de 20% em cinco pregões

SÃO PAULO – Após períodos de forte volatilidade nos últimos dias, o Ibovespa começa a última semana de maio com uma temperatura mais amena. O principal índice de ações da bolsa brasileira opera em alta de 0,25% por volta das 12h30 (horário de Brasília), aos 56.539 pontos. O feriado nacional nos EUA e no Reino Unido colabora para a fraca movimentação do mercado brasileiro.

Entre os destaques corporativos, as empresas de construção civil seguem entre os maiores ganhos do Ibovespa, com as ações da PDG Realty (PDGR3) e Brookfield (BISA3) subindo 3,05% e 2,99%, respectivamente, sendo cotadas a R$ 2,70 e R$ 2,07.

Esses papéis acumulam valorização de 15,45% e 18,97%, nesta ordem, nos últimos seis pregões. 

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Elétricas corrigem fortes ganhos dos últimos pregões
Por sua vez, as ações do setor elétrico operam no vermelho após uma forte sequência de ganho, sendo eles: Light (LIGT3, -2,03%, R$ 18,84), Eletrobras (ELET3, -0,81%, R$ 6,13; ELET6, -1,92%, R$ 11,23), CPFL (CPFE3, -1,32%, R$ 23,26) e Cemig (CMIG4, -1,16%, R$ 23,10).

Os ativos da Cemig subiram por oito pregões seguidos e acumularam ganhos de 10,03%. Já os da Light fecharam no vermelho quatro vezes nas últimas cinco sessões, representando valorização de 5,72% no período.

Por sua vez, as ações da CPFL fecharam em alta 13 vezes em 14 pregões, subindo 8,67%, enquanto os papéis ordinários da Eletrobras subiram 31,21% e os preferenciais avançaram 38,29% desde a divulgação dos resultados, em 15 de maio. 

B2W corrige após subir mais de 20% em 5 sessões
Outra empresa que vinha de uma forte alta e agora registra corrige o movimento é a B2W (BTOW3). Neste pregão, as ações da companhia do setor de varejo online registram queda de 1,79%, a R$ 12,08 – segundo pior desempenho do Ibovespa -, após registrarem cinco sessões consecutivas de valorização e acumularem no período alta de 20,12%.

Mundial continua trajetória de queda
As ações da Mundial (MNDL3), famosas pela “Bolha do Alicate” em 2011, registraram fortíssimos ganhos desde que passaram por um grupamento de 120 ações para 1 no começo deste mês. Desde o primeiro dia grupada (6 de maio) até o seu maior preço obtido desde então – R$ 22,39, obtida no intraday do último dia 22 -, os papéis da companhia subiram 111,2%.

Contudo, naquele mesmo dia, toda essa euforia deu espaço a uma forte realização e as ações viraram para o campo negativo, fechando aquela sessão com queda de 12,22%, a R$ 17,03. Desde então, mais quedas: na sessão desta segunda, os papéis registram perdas de 7,49%, aos R$ 14,70. A alta, que outrora era de 110%, agora está limitada a cerca de 40%.

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OSX: credibilidade retorna, ações voam
As ações da OSX Brasil (OSXB3) voltam a se destacar nessa segunda-feira, acumulando ganhos de 2,42%, chegando aos R$ 3,38. Desde de as notícias de que a companhia anunciaria um novo plano de negócios da companhia, que essencialmente se tornou um plano de “recuperação”, as ações sobem 44,44%.

O plano, que envolvia o exercício de US$ 120 milhões em opções de venda concedidas por Eike Batista, provocou uma injeção de R$ 243,04 milhões no capital da empresa. Com o exercício, a companhia busca resgatar o que anda em falta no grupo EBX, e que é muito importante para eles: a credibilidade. “O Eike deu um voto de credibilidade para ele mesmo e para as suas empresas”, destaca Filipe Portella, sócio-diretor da Monte Bravo Investimentos. 

O principal aspecto de retomar a credibilidade é conseguir fazer com que a OSX e o resto das empresas do grupo EBX consigam voltar a acessar o mercado de capitais. “A maior parte das empresas é projeto ainda, pré-operacional, então para ele isso é muito bom. Se ele tentasse acessar o mercado atualmente, não conseguiria, não tem mais como emitir ações”, salienta – lembrando que a própria OSX já falhou em emitir dívida anteriormente. 

Para ele, o plano de negócios – que prevê investimentos de US$ 380 milhões até o ano que vem – abre a porta para novos investimentos, além de ser uma boa oportunidade de recuperá-la. “A empresa estava precisando muito disso, há uma expectativa de recuperação, há uma oportunidade muito boa agora”, destaca. 

Para ele, é importante também as mais de 300 demissões que a empresa fez nos últimos meses e o ajuste da companhia à uma nova realidade – com uma menor demanda por parte da OGX Petróleo (OGXP3) que o esperado. “Isso reduz bastante os custos da empresa, fazendo com que ela tenha mais caixa, queimando menos dinheiro”, afirma.