PCs do Computador para Todos ficarão mais modernos e baratos

Mudanças serão aumento de memória, monitores feitos com cristal líquido e extinção de leitores de disquete

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SÃO PAULO – Os PCs atendidos pelo programa Computador para Todos devem ficar, em cerca de um mês, mais potentes e mais baratos. A afirmação é do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

Conforme o órgão, as mudanças nos equipamentos serão as seguintes: aumento de memória mínima de 128 megabytes para 256 megabytes; monitores de 14 polegadas feitos em cristal líquido; e extinção de leitores de disquete.

Por que mais barato?

De acordo com o Serpro, o produto deve ficar mais barato por conta de sua modernização. Veja: atualmente, os fabricantes precisam seguir um modelo na hora de fazer o computador. E uma das especificações é o leitor de disquete.

No entanto, esse dispositivo já está fora de linha, por conta da inovação do CD-ROM, o que gera um custo superior para a empresa: tanto da implantação da nova tecnologia (já que os consumidores não querem um equipamento ultrapassado) como da antiga, por conta da determinação do governo. Não se sabe, no entanto, de quanto será o impacto no preço final.

Prazos

A portaria anunciando as mudanças deve ser publicada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia dentro de 15 dias.

Passado esse prazo, espera-se que as companhias levem outros 15 para se adequarem às modificações. Se tudo correr dentro do previsto, os PCs mais modernos devem chegar às lojas dentro de 30 dias.

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PAC e laptop

Vale lembrar também que a Serpro informou a integração de laptops ao programa. E que, recentemente, foi anunciado que a isenção de PIS e Cofins, que desde 2005 vale para desktops (computador de mesa) de até R$ 2.500 e laptops (portáteis) de até R$ 3 mil, foi ampliada para equipamentos com valor de até R$ 4 mil.

Após a mudança, a Associação Brasileira da Indústria Eletro Eletrônica (Abinee) informou que a venda de computadores deve crescer 20% este ano, atingindo 11 milhões de unidades. Caso o aumento se comprove, a comercialização de PCs se emparelhará com a de televisões.

Programa

Para ser atendida pelo programa, a empresa precisa fabricar o equipamento com as seguintes características:

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O produto não pode custar, ao consumidor final, mais de R$ 1.400. Dentro das restrições, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal (CEF) liberam o financiamento para a compra.