Payroll, IPCA, decisão sobre tarifas e acordo UE-Mercosul: os destaques desta sexta

InfoMoney reúne as principais informações que devem movimentar os mercados nesta sexta-feira (9)

Erick Souza Felipe Moreira

Anúncio de feira de emprego em Nova York (Foto: REUTERS/Andrew Kelly)
Anúncio de feira de emprego em Nova York (Foto: REUTERS/Andrew Kelly)

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A sessão desta sexta-feira (9) tem como destaque a divulgação do relatório de empregos não agrícolas (payroll) dos EUA. A expectativa é de que o payroll revele a criação de 60 mil vagas de trabalho e queda na taxa de desemprego para 4,5% dezembro do último ano, contra os 4,6% em novembro. Esse resultado deve impactar diretamente na decisão do Federal Reserve (Fed) sobre a taxa de juros. Os investidores preveem dois cortes nas taxas ao longo do ano.

Na quarta-feira, o governo dos EUA informou ‍que as vagas de emprego em aberto caíram para ​uma mínima ‌de 14 meses em novembro. O ‍número de norte-americanos que ⁠entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego ‍também aumentou moderadamente na semana passada.

Além disso, os mercados se preparam para uma decisão da Suprema Corte sobre a legalidade das tarifas globais impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump. A expectativa de anulação das tarifas cresceu após juízes demonstrarem ceticismo sobre a autoridade de Trump para impô-las, o que pode abrir disputa por cerca de US$ 150 bilhões em reembolsos e gerar incertezas sobre acordos comerciais firmados no ano passado.

Após a correção do dia anterior, o Ibovespa retomou a linha dos 162 mil pontos, e se reaproximou dos 163 mil no fim desta quinta-feira, atingindo a máxima do dia no fechamento – em alta de 0,59%, aos 162.936,48 pontos –, colocando até aqui o ganho na semana a 1,49% e o do mês e ano a 1,12%.

Por aqui, a principal divulgação do dia será o Índice de preços ao consumidor (IPCA) com os dados de dezembro. A previsão é de o índice mostre um crescimento ao mês de 0,35% e anual de 4,30%, abaixo do teto previsto por economistas e abaixo da meta, consolidando um processo de desaceleração dos preços.

Em Brasília, com o veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL da Dosimetria, nesta quinta-feira, 8, caberá ao Congresso Nacional decidir se mantém a rejeição ao projeto ou se derruba o veto e promulga a lei.

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Para derrubar um veto presidencial, são necessários ao menos 257 votos na Câmara dos Deputados e 41 votos no Senado Federal. Antes disso, o veto precisa ser publicado no Diário Oficial da União.

Ainda no radar, autoridades bloco europeu se reúnem para bater o martelo sobre o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. O presidente francês, Emmanuel Macron, disse na véspera que a França votará contra a assinatura do acordo.

O que vai mexer com o mercado nesta sexta

Agenda

O presidente Lula inicia a agenda às 9h, no Palácio do Planalto, com o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Às 10h, recebe o chefe do Gabinete Pessoal da Presidência, Marco Aurélio Marcola, e o chefe do Gabinete Adjunto de Agenda, Oswaldo Malatesta. Já às 15h, o presidente se reúne com o secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa de reuniões bimestrais do BIS por videoconferência, a partir das 9h.

Brasil

09:00 – Indicador: IPCA
Mensal: +0,35%
Anual: +4,30%

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09:00 – Indicador: Carga de energia (ONS)
Previsão: –

09:00 – Indicador: Afluência de chuvas (ONS)
Previsão: –

Estados Unidos

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10:30 – Indicador: Criação de vagas
Previsão: +60 mil

10:30 – Indicador: Taxa de desemprego
Previsão: 4,5%

10:30 – Indicador: Início de construções
Previsão: –

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12:00 – Indicador: Confiança do consumidor
Previsão: 53,5

Zona do Euro

07:00 – Indicador: Vendas no varejo
Mensal: +0,1%
Anual: +1,6%

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INTERNACIONAL

Trump ameaça a Nigéria

O presidente norte-americano, Donald Trump, disse que poderia haver mais ataques dos EUA na Nigéria se os cristãos forem mortos na nação africana, mesmo que a Nigéria tenha negado anteriormente que os cristãos estejam sujeitos a perseguição sistemática.

Os comentários de Trump em uma entrevista ao New York Times foram publicados no site do jornal nesta quinta-feira. Trump deu as declarações quando perguntado sobre o ataque militar de Washington no dia de Natal na Nigéria.

…e governo do Irã

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a ameaçar tomar medidas contra o Irã caso o país tente reprimir as atuais manifestações contra o regime atual do país, afirmando que, se Teerã assassinar qualquer manifestante, Washington atacará “com muita força” e fará o país “pagar caro”.

Quando perguntado sobre os relatos de mortes nos protestos, Trump as relacionou a “problemas de controle de multidões” e “pisoteamentos”, e não a ações diretas das forças de segurança iranianas.

Lula e Petro

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, telefonou para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na tarde desta quinta-feira e ambos conversaram sobre a situação na Venezuela, manifestando “grande preocupação” com uso da força contra um país sul-americano, informou o Palácio do Planalto em nota à imprensa.

“Os dois mandatários manifestaram grande preocupação com o uso da força contra um país sul-americano, em violação ao direito internacional, à Carta das Nações Unidas e à soberania da Venezuela. E destacaram que tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional”, disse o comunicado.

BRASIL

Saída de Lewandowski

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, entregou nesta quinta-feira sua carta de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo documento divulgado pela pasta.

“Sirvo-me do presente para, respeitosamente, apresentar o meu pedido de exoneração do cargo de Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, por razões de caráter pessoal e familiar, a partir de 9 de janeiro de 2026”, disse o jurista na carta.

Mercosul

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse torcer por uma solução positiva no acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Nesta quinta-feira, 8, o presidente da França, Emmanuel Macron, informou pessoalmente à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que a França votará contra o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul na reunião decisiva do Conselho da UE, agendada para a sexta-feira, 9.

A posição francesa lidera um bloco de resistência que ganhou reforços nas últimas 24 horas. A Hungria e a Irlanda oficializaram que também votarão contra a proposta, citando riscos para o sustento de seus produtores rurais e a falta de garantias econômicas. No entanto, a matemática final da votação em Bruxelas dependerá da consolidação do voto italiano e da capacidade da Alemanha de garantir a coesão dos demais Estados-membros a favor do livre comércio com o bloco sul-americano.

(Com Agência Brasil, Reuters, O Globo e Estadão Conteúdo)