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SÃO PAULO – No topo das preocupações dos investidores desde meados de maio, a pausa no ciclo de elevações da taxa básica de juro norte-americana teve um efeito contrário do que se esperava sobre o mercado.
Nesta terça-feira, o Fomc, comitê de política monetária dos Estados Unidos, decidiu, pela primeira vez em dois anos, não elevar o juro local, interrompendo uma seqüência de 17 altas, que levou a taxa de 1% para 5,25% ao ano.
Pausa sim, mas fim ainda não
A percepção dos analistas é de que as condições que levaram à pausa no aperto ainda são muito frágeis e a porta para uma retomada das elevações permanece aberta.
Sinais disso seriam a não-unanimidade da decisão, que teve um voto pela elevação da taxa aos 5,5% ao ano, e a manutenção de comentários como o de que os riscos inflacionários continuam e que as novas decisões ainda dependem dos dados a serem divulgados.
Ou seja, a pausa do Fomc trouxe comentários similares aos das elevações anteriores, o que mostra que as condições ainda não são tão diferentes, como se podia pensar.
Incertezas permanecem
Olhando para trás, o mercado ficou com a impressão de que a reunião do Fomc passou, mas as incertezas em relação à política monetária norte-americana permaneceram, desenhando um quadro que, ao contrário da decisão, não era esperado pelos investidores.
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Assim, as bolsas recuaram, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, revertendo o movimento verificado durante a maior parte do dia.
Só o que resta ao mercado, agora, é esperar até a próxima reunião da entidade, que acontece no dia 20 de setembro.