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SÃO PAULO – O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, está contratando dez empresas de asset management (gerenciamento de ativos) para se juntar à equipe que ficará responsável pela implementação do plano de socorro de US$ 700 bilhões às instituições financeiras prejudicas pela crise do subprime.
De acordo com informações veiculadas na mídia internacional, a equipe recrutada por Paulson terá tarefas como a de determinar quais “ativos podres” serão comprados, além de como calcular o valor a ser pago pelos títulos e como a compra dos mesmos será efetuada.
Entre as companhias que já demonstraram interesse em participar do projeto fornecendo o capital necessário para o pacote estão a BlackRock, a Pacific Investment Management e a Legg Mason. Especula-se até que estas empresas já estariam aconselhando o Tesouro sobre detalhes do plano.
Pressa nos trabalhos
Os trabalhos para a implementação da medida já vêm sendo feito desde a semana passada e estão sendo liderados pelo ex-executivo do Goldman Sachs, Ed Forst, escolhido pelo secretário do Tesouro para chefiar a operação.
Segundo Howard Glaser, ex-chefe do conselho jurídico do Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano dos EUA, “Paulson não quis perder preciosos dias de trabalha na espera pela aprovação do pacote”.
Fim da espera
Depois de quase uma semana de grande apreensão, a Casa dos Representantes dos EUA endossou a decisão do Senado e aprovou na tarde desta sexta feira (3) o reformulado pacote anti-crise, que foi logo em seguida sancionado pelo presidente George W. Bush.
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O resultado da votação apontou 263 votos a favor e 171 contra a medida, superando os 218 mínimos necessários à aprovação. Do lado do partido Democrata, de oposição ao governo, foram 172 votos favoráveis e 63 contra, enquanto o partido Republicano foi, em sua maioria, novamente contrário ao plano, com apenas 91 votos a favor e 108 contra.