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SÃO PAULO – Os paulistanos viram os preços subirem 0,43% no décimo mês deste ano. A taxa, 0,29 ponto percentual maior do que a apurada em setembro, foi mais sentida no bolso das famílias de nível intermediário, pertencentes ao estrato 2. Em outubro, todos os estratos de renda registraram taxas maiores do que as apuradas um mês antes.
As informações, divulgadas nesta quarta-feira (5), fazem parte do ICV (Índice de Custo de Vida), apurado mensalmente pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).
Por renda
Segundo o levantamento, o ICV para o estrato 1 (composto por um terço das famílias mais pobres, que contempla os domicílios nos quais a renda média salarial fica em R$ 377,49 ao mês) registrou variação de 0,42% em outubro. Um mês antes, o índice havia sido de 0,10%, o que representa avanço de 0,32 pontos percentuais.
Para as pessoas inseridas no estrato 2 (famílias de nível intermediário, com rendimento médio de R$ 934,17 mensais), os preços, que subiram 0,11% no mês anterior, tiveram alta de 0,45%.
Considerando o estrato 3 (que reúne as famílias de maior poder aquisitivo, cuja renda média é de R$ 2.792,90 por mês), o Dieese aponta que o custo de vida avançou 0,41%, aumento de 0,24 ponto percentual em relação a setembro.
Principais variações
No mês passado, as variações de preços ocorreram em alimentos (0,67%), atingindo especialmente as famílias pertencentes ao estrato 2, Habitação (0,47%) e Saúde (0,49%).
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Os aumentos ocorridos alimentação, por exemplo, foram ocasionados principalmente pela alta do preço de produtos como feijão, frutas, carnes e açúcar. Já o acréscimo no preço do grupo alimentação foi sentido mais pelas famílias com menor renda.
Por outro lado, os grupos Equipamentos Domésticos, Despesas Pessoais e Despesas Diversas apresentaram queda em outubro. Os índices verificados nestes grupos foi de -0,28%, -0,18% e -0,02%, nessa ordem.
Acumulado
Nos últimos 12 meses – entre novembro de 2007 e outubro de 2008 – o ICV-Dieese acumula alta de 6,89%. Ao se considerar os diferentes estratos de renda, a taxa maior foi apurada para as famílias de menor poder aquisitivo (8,30%). Para as famílias do estrato 2, o aumento da inflação fica em 7,34%, enquanto para aquelas com maior poder aquisitivo corresponde a 6,31%.
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No acumulado dos dez primeiros meses de 2008, a inflação geral foi de 5,44%. Nos estratos de renda verificou-se: 6,42% para o estrato 1; 5,63% para o estrato 2; e 5,09% para o estrato 3.