Passagem de metrô não deve ser reajustada este ano

Especulações afirmam que novos preços valeriam ainda este ano, mas o governador Cláudio Lembo afirmou que precisa analisar as propostas

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SÃO PAULO – Não vai haver extorsão do povo de São Paulo por tarifa. Foi isso o que afirmou o governador Cláudio Lembo (PFL) ao comentar o reajuste de preço da passagem de metrô. Segundo ele, é possível que esse aumento não seja empregado neste ano.

Conforme veiculado pelo Diário do Comércio, periódico da Associação Comercial de São Paulo, o pefelista discordou das planilhas apresentadas com as opções de valores e solicitou a realização de outros estudos, com tarifas entre R$ 2,20 e R$ 2,60. O aumento pode variar, então, de 4,76% a 23,8% sobre os R$ 2,10 cobrados atualmente pelo bilhete unitário.

O governador (que não informou os valores propostos nas planinhas iniciais) afirmou que ainda não há prazo, mas é possível que os novos estudos de tarifa do metrô sejam apresentados em 10 ou 15 dias.

Ônibus

Seguindo o tom do colega de partido, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, insistiu que o aumento da tarifa de ônibus municipais ainda não está na pauta de discussões da administração. Kassab preferiu não citar prazos e justificou que o aumento poderá ocorrer por conta da necessidade.

“Só posso dizer que quando houver aumento, vamos levar em conta as necessidades do usuário”, declarou.

Especulações

Enquanto o governador e o prefeito permanecem reservados sobre o tema, especulações sobre prazos e valores correm soltas. Para se ter uma idéia, empresários de ônibus afirmaram que o aumento já seria empregado a partir do feriado do dia 15 de novembro. O novo custo sairia dos atuais R$ 2 para R$ 2,30 ou R$ 2,40.

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Kassab rebateu o prazo, afirmando que “não há a menor hipótese” disso ocorrer.