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SÃO PAULO – O Parlamento grego deu seu voto de confiança nesta terça-feira (21) ao novo gabinete escolhido pelo primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou. O apoio pode viabilizar a aprovação das medidas de austeridade fiscal e, assim, abrir caminho para a liberação da quinta parcela do pacote de ajuda de € 110 bilhões, acordado no ano passado com o BCE (Banco Central Europeu) e o FMI (Fundo Monetário Internacional).
Em sua última reunião, no domingo (19), os ministros das Finanças da Zona do Euro condicionaram a liberação da parcela de € 12 bilhões para o financiamento da dívida grega, à aprovação, pelo Parlamento, de um novo pacote de austeridade. Além de privatizações de até € 50 bilhões, ele inclui reduções salariais e aumentos de impostos.
Esta terça-feira foi marcada por protestos, por vezes violentos, em todo o país, contra o novo aperto de contas do governo. As principais bolsas dos Estados Unidos e da Europa, entretanto, tiveram desempenho positivo, apostando em uma resposta favorável dos parlamentares gregos.
Otimismo é temporário
O plano de austeridade fiscal precisa ser aprovado até 3 de julho. Entretanto, analistas ressaltam que este é somente mais um passo, já que não há garantias que, mesmo que o plano siga adiante, o país terá condições de cumprí-lo ou de evitar um default.