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SÃO PAULO – Por 234 votos a 56, os parlamentares sul-coreanos decidiram nesta sexta-feira (9) pelo impeachment da presidente Park Geun-hye, que está envolvida em um escândalo de corrupção que paralisou sua administração e provocou grandes protestos em todo o país. Com isso, quem assume o cargo é o primeiro-ministro, Hwang Kyo-ahn, que irá aguardar a ratificação da decisão pelo Tribunal Constitucional.
O caso que abalou a política do país envolve Choi Soo-sil, confidente e amiga íntima da presidente, acusada de ter utilizado a relação para enriquecer e influenciar as decisões políticas. Chamada de “Rasputina” pela imprensa, Choi Soon-sil foi detida em novembro e aguarda julgamento por coação e abuso de poder.
A definição sobre a saída oficial de Park pode demorar até seis meses, período em que ela poderá permanecer na residência presidencial, a Casa Azul. “Tanto os que estão a favor como os que estão contra, todos os deputados, assim como o povo sul-coreano, devem sentir-se abatidos” declarou o presidente do Parlamento, Chung Se-Kyun.
A votação aconteceu enquanto centenas de pessoas protestavam nas proximidades do Parlamento para pedir o impeachment de Park. “Espero que uma tragédia destas características em nossa história constitucional não se repita nunca mais”, completou Chung.
Park entra para a história como a primeira presidente sul-coreana eleita democraticamente a não concluir o mandato de cinco anos.