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SÃO PAULO – Vários parlamentares da coalizão da chanceler Angela Merkel estão exigindo reforma radical da estrutura de votação do BCE (Banco Central Europeu) para fortalecer a influência alemã, destacando os temores da maior economia da Europa em relação aos planos do banco central de compra de títulos.
Muitos alemães estão ficando altamente desconfortáveis com a direção que o BCE está tomando sob a presidência de Mario Draghi, especialmente depois de seu anúncio de que o banco pode retomar a compra de dívida governamental para reduzir os altos custos de empréstimo da Espanha e da Itália.
Esgotados em resgatar Estados da zona do euro, alguns alemães temem que um novo programa de compra de títulos pelo BCE pode significar financiamento dos governos – algo que o banco não deve fazer. Eles também argumentam que isso diminuiria a pressão sobre os governos para cortar suas dívidas.
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“Nós precisamos de um novo alinhamento de peso de votos nos comitês de decisão do BCE, de acordo com a proporção de responsabilidade (que um país assume)”, afirmou na quinta-feira (16) o parlamentar conservador e eurocéptico Klaus-Peter Willsch ao Handelsblatt.
“Como principal credor, a Alemanha precisa ter o direito de veto em todas as questões”, disse ele.
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Willsch é um conhecido rebelde da coalizão de centro-direita de Merkel, e um dos maiores críticos de resgates. Ele tem apresentado várias reclamações na Corte Constitucional da Alemanha.
É altamente improvável que o BCE altere suas regras de operação e Merkel deixou claro que não está preocupada com qualquer ameaça potencial à independência do BCE.