Paris é exceção em dia de queda das bolsas na Europa

O índice DAX 30 de Frankfurt negocia em baixa de 0,73%, o FTSE 100 da bolsa de Londres cai 0,32%, enquanto o CAC 40 da bolsa de Paris sobe 0,24%

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SÃO PAULO – Em uma manhã marcada pela forte volatilidade, os principais índices acionários europeus operam próximos à estabilidade. O cenário é de cautela, já que o euro segue em alta frente ao dólar e o ouro registra valorização, típico movimento observado em tempos de insegurança no mercado acionário.

Bancos seguem em destaque

Os papéis dos bancos franceses permanecem em destaque, principalmente após o jornal local “Le Journal de Dimanche” publicar que o diretor do Crédit Lyonnais (+0,4%) disse ao mercado que a instituição está aberta a novas alianças, e que dependendo da fusão, o banco pode vir a perder sua autonomia.

Nesse sentido, seu rival BNP Paribas (-1,0%) confirmou que pretende aumentar sua participação no Crédit Lyonnais, dos 16,2% atuais, para 20%. No entanto, rumores indicam que a o BNP poderia comprar uma parcela ainda maior do capital do banco. Por sua vez, o Crédit Agricole (+0,9%) também demonstrou interesse em seu compatriota.

Na Suíça, destaque para o Crédit Suisse (-2,9%), que iniciou seu processo de bookbuilding para a emissão de um bilhão de francos suíços em bonds conversíveis, após seus acionistas subscreverem 77 milhões de francos na última semana.

Teles operam sem tendência definida

As ações da operadora de telefonia fixa francesa France Telecom (+3,2%) seguem em forte valorização, ainda refletindo a injeção de nove bilhões de euros do governo local na companhia. Nesta segunda-feira, seu principal executivo, Thierry Breton, anunciou uma reestruturação financeira, com o objetivo de reduzir as dívidas da companhia que totalizam 70 bilhões de euros.

Na Inglaterra, o grupo de telefonia fixa Cable&Wireless (-38,0%) teve seu rating de crédito rebaixado para “junk status” pela instituição de classificação de risco Moody’s, o que provocou uma corrida a uma garantia bancária no valor de 1,5 bilhão de libras.

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Greve na Venezuela prejudica oferta de petróleo

Os papéis das petrolíferas operam em alta, seguindo a cotação do petróleo, após a confirmação de que a greve geral na Venezuela bloqueará as exportações da commodity por oito dias. Vale lembrar que o país é o quinto maior exportador do insumo do mundo.
Confirmam essa tendência as britânicas BP (+0,97%) e Shell (+0,44%), assim como a francesa TotalFinaElf (+0,2%).

Gucci reduz perspectiva de margem operacional

A fabricante de artigos de luxo italiana Gucci (-1,2%) reduziu suas perspectivas de margem operacional para 12%, frente aos 13% previstos anteriormente, para o acumulado de 2002. Assim, os papéis do grupo varejista Pinault-Printemps-Redoute, controlador da Gucci, caem 7,3%. As ações de suas rivais LVMH (-2,9%) e Christian Dior (-23%) também caem.


Paris sobe 0,24%, Londres opera em queda de 0,32%

O índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt negocia em baixa de 0,73% e atinge 3.184 pontos,
também cai 0,32% o FTSE 100 da bolsa de Londres chegando a 4.001 pontos.

Por outro lado, o CAC 40 da bolsa de Paris em leve alta de 0,24% a 3.193 pontos.

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%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
CAC 40 +0,24 3.193 +4,42 -30,95
FTSE 100 -0,32 4.001 -0,85 -23,32
DAX 30 -0,73 3.184 +3,41 -38,30