Parceria de EBX e Petrobras está encaminhada; ações da estatal e da LLX disparam

A ideia é que a Petrobras utilize o Porto de Açu como apoio logístico aos campos de petróleo na Bacia de Campos, solucionando problemas logísticos

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SÃO PAULO – Maria das Graças Foster, presidente da Petrobras (PETR3; PETR4), confirmou que a estatal estuda parceria com o grupo EBX de Eike Batista – após os rumores que haviam impulsionado as ações das empresas do mundo “X” na última segunda-feira (8). A ideia é que a Petrobras utilize o Porto de Açu como apoio logístico aos campos de petróleo na Bacia de Campos.

Os papéis da petrolífera mostraram excelente desempenho nesta sessão, com os prospectos de solução de problemas logísticos sérios em relação ao pré-sal. As ações ordinárias subiram 5,31%, atingindo os R$ 16,85, enquanto os preferenciais apresentaram alta de 4,25%, aos R$ 18,15. Esse desempenho, junto com a Vale (VALE3; VALE5), fez com que o Ibovespa subisse 1,49% nesta sessão, aos 55.912 pontos. 

Principal beneficiada do negócio, as ações da LLX Logística (LLXL3) perderam forças durante a sessão, mas lideraram as altas do índice com alta de 6,74%, aos R$ 2,12. Os papéis da OGX Petróleo (OGXP3) tiveram queda de 1,65%, aos R$ 1,65 – e a empresa pode ter que ceder algumas de suas concessões como “preço” dessa ajuda. Enquanto isso, a OSX Brasil (OSXB3) – também fortemente ligada ao setor petrolífero – tiveram queda de 4,14%, aos R$ 3,47. 

Menos ligadas às MMX Mineração (MMXM3) registraram perdas de 2,43%, aos R$ 2,01, ao passo que as ações da MPX Energia (MPXE3) tiveram queda de 0,21%, aos R$ 9,38. Por fim, a CCX Carvão (CCXC3) registrou queda de 6,39%, aos R$ 3,37.

Por enquanto o mercado ainda não sabe nenhum termo da ajuda que a Petrobras poderia fazer com o grupo EBX – e como a estatal poderia se beneficiar dessa ajuda. Com o mercado completamente no escuro, as leituras preliminares podem ser mais otimistas do que o que de fato virá.

“Eu não sei para onde o mercado está olhando, na minha leitura, talvez não seria tão bom assim, mas é difícil falar alguma coisa no momento”, alerta Carlos Müller, analista-chefe da Geral Investimentos. Por enquanto, os rumores não dão certeza nenhuma, mas Graças Foster já avisou que é “um negócio, não uma ajuda”. 

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No momento, qualquer leitura sobre o que pode ocorrer é apenas um “talvez”. O que Müller acredita, para estar impulsionando a Petrobras, é que a parceria poderia trazer uma visão mais “privada” para a estatal, que poderia ganhar eficiência com uma união com o grupo EBX, de Eike Batista.