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SÃO PAULO – Redução da exposição cambial e aumento da parcela de prefixados no total da dívida pública mobiliária fiscal interna (DPMFi) continuaram sendo a estratégia central do Tesouro Nacional em setembro deste ano, em linha com o Plano Anual de Financiamento 2004. Esta é a conclusão analisando a Nota do Mercado Aberto, divulgada pelo Banco Central nesta quarta-feira, dia 20 de outubro.
De acordo com os dados do BC, o estoque da DPMFi registrou um crescimento de 1,25% de agosto para setembro, atingindo o patamar de R$ 771,3 bilhões. O aumento da dívida pública refletiu tanto uma maior emissão líquida quanto uma apropriação de juros, que foram parcialmente compensadas pela queda do dólar frente ao real no período.
Prefixados ganham maior espaço em setembro
De acordo com os dados do BC, foi registrada uma elevação da parcela dos títulos públicos pré-fixados na composição da DPMFi, de modo que esta passou de 16,66% em agosto para 17,46% em setembro, considerando-se as operações de swap. Conforme apresentado pelo BC, tal aumento decorreu de uma emissão líquida de R$ 6 bilhões de LTN´s (Letras do Tesouro Nacional), títulos pré-fixados do governo.
Dessa forma, a parcela de pré-fixados na composição da dívida pública interna permanece dentro do intervalo previsto de 13% a 23% pelo Plano Anual de Financiamento (PAF) do Tesouro Nacional. Em dezembro do ano passado a participação dos títulos pré-fixados era de somente 12,51%.
Enquanto isso, dívida atrelada ao câmbio perde terreno
Por outro lado, a participação dos títulos atrelados à variação cambial na composição da DPMFi registrou nova redução no mês passado, passando de 13,15% em agosto para 12,32% em setembro, também sendo incorporadas as operações de swap.
Vale lembrar que a exposição cambial chegou a 37% da dívida pública em dezembro de 2002 e sofre forte redução desde então. De acordo com o PAF 2004, a exposição cambial deve ficar entre 5% e 7% neste ano, o que significa que seu atual patamar encontra-se acima da meta do governo.
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Também foi reduzida a parcela dos títulos atrelados aos índices de preços na composição da DPMFi, que passou de 15,36% em agosto para 15,32% em agosto, configurando uma redução de 0,04 ponto percentual no período. Confira na tabela abaixo a composição da DPMFi de acordo com os principais indexadores dos títulos:
| Composição | set/2004 (em %) |
ago/2004 (em %) |
PAF-2004 | |
| Min. | Max. | |||
| Prefixado | 17,46 | 16,66 | 13,0 | 23,0 |
| Selic | 53,00 | 52,93 | 50,0 | 61,0 |
| Câmbio | 12,32 | 13,15 | 5,0 | 7,0 |
| Índice de Preços | 15,32 | 15,36 | 15,0 | 21,0 |
| TR e outros | 1,90 | 1,90 | 1,0 | 3,0 |
Fonte: Secretaria do Tesouro Nacional
Aumento do prazo médio das ofertas públicas
O prazo médio das emissões registrou elevação no mês passado, saindo de 13,28 meses em agosto para 18,07 meses em setembro. O prazo médio das LTN´s (Letras do Tesouro Nacional) passou de 7,96 meses em agosto para 10,30 meses em setembro.
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O prazo médio das LFT´s (Letras Financeiras do Tesouro), títulos pós-fixados e atrelados à Selic, passou de 15,50 meses em agosto para 19,28 meses em setembro, enquanto o prazo médio das NTN-B/NTN-C (Notas do Tesouro Nacional – séries B e C), títulos pós-fixados e atrelados ao IGP-M, passou de 56,10 meses em agosto para 77,13 meses em setembro.
Mais uma vez os números do Tesouro Nacional revelam que a estratégia de redução da exposição cambial do governo segue sendo prioridade, bem como o aumento da parcela de prefixados.