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SÃO PAULO – Em meio às discussões sobre o aumento do teto da dívida dos EUA, o investidor bilionário Warren Buffett não acredita que o alto endividamento federal seja um grande problema. “Não é bom ver a relação entre a dívida e o PIB (Produto Interno Bruto) crescer, mas a dívida em si não é um problema”, avaliou o megainvestidor e CEO (Chief Executive Officer) da Berkshire Hathaway em entrevista à CBS, no último domingo.
Buffett avalia que esta relação deve ficar estável nos próximos anos e é isto que deve ser levado em conta. A dívida da nação está em uma porcentagem menor do que quando os EUA saíram da Segunda Guerra Mundial.
Defesa do aumento de impostos
O bilionário ainda reiterou a sua posição de defesa ao aumento de impostos sobre os mais ricos da nação avaliando que, no país mais rico do mundo, ninguém deveria se preocupar com a fome, boa educação e com os cuidados médicos. Esta foi uma das grandes discussões no final de 2012, em meio ao debate para evitar o “fiscal cliff” do governo dos EUA; naquele momento, foi aprovado o aumento de impostos sobre salários de mais de R$ 400 mil.
Entretanto, ele ressaltou que não estava defendendo uma partilha das fortunas de modo a apagar as forças motivadoras para apresentar inovações. Para exemplificar, Buffett citou os fundadores da Apple e da Microsoft, Steve Jobs e Bill Gates, que ganharam dinheiro através das mudanças tecnológicas que revolucionaram o mundo. Por outro lado, afirmou, não é possível que alguém vá dormir com fome, ter atendimento médico negado ou que falte o básico para a sua vida.
Quando abordado sobre a desesperança dos norte-americanos com relação à política do país, Buffett se mostrou otimista. Ele ressaltou que o que é certo sobre os EUA supera o que há de errado com Washington. “535 pessoas não irão estragar o que 315 milhões construíram durante um longo tempo. Eu sei disso”, afirmou o bilionário.