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SÃO PAULO – Ainda é cedo para acreditar que a recuperação dos preços do aço no mercado internacional irão garantir boas perspectivas para os próximos dois balanços da Usiminas (USIM3, USIM5), avalia a equipe do Barclays Capital. Após reunião com gestores da companhia na última terça-feira (7), o banco aponta que, embora os papéis guardem boas chances de valorização nas próximas semanas, a tendência é de continuidade de perspectivas ruins.
“Nós continuamos a acreditar que as expectativas de tendência de lucratividade no longo prazo são excessivamente otimistas. Esperamos baixos ganhos para os próximos trimestres e vemos o setor atingir o fundo do poço no primeiro período de 2011 e não neste quarto trimestre”, diz o analista Leonardo Correa em relatório.
Na reunião, a própria Usiminas chegou a antecipar que o cenário para as siderúrgicas não deve piorar somente no quarto trimestre, mas também no primeiro trimestre de 2011. Segundo a gestão da companhia, as margens só melhorariam a partir do segundo trimestre de 2011.
Impactos limitados
No evento, a Usiminas mostrou-se cética em relação ao impacto no mercado doméstico da tendência de aumento de preços do aço norte-americano. Embora avalie que o crescente custo do produto importado favoreça a competitividade com o aço nacional, a normalização da oferta só é esperada para o início de 2011, segundo a própria companhia. O Barclays compartilha a previsão.
Neste sentido, Correa diz que prefere esperar pela normalização dos níveis de estoque da cadeia siderúrgica brasileira. O número estimado para a presença de aços estrangeiros, quando normalizado, é estimado entre 10% a 15% da demanda aparente. Em relação às importações, embora o setor siderúrgico lute pelo aumento da competitividade da indústria nacional, “a companhia não acredita que maiores tarifas de importação do aço sejam prováveis”, diz Correa no documento.
Assim, a saída encontrada pela gestão da companhia continua a ser o controle de gastos, que deve ser reduzidos em 10% no próximo ano. A estratégia busca soluções que se desviem da dependência do preço do commodity, já que a tendência é que seu custo não volte aos níveis históricos, dado o aumento de gastos para a produção local em comparação com outros países.
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Cresce chance de venda da fatia na Ternium
Por fim, a companhia reiterou a vontade de vender a fatia de 14,25% na Ternium, avaliada em cerca de US$ 1 bilhão. O investimento é visto como uma estratégia de ganhos limitada. Nenhuma data foi informada.