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SÃO PAULO – Apesar do recente rali no mercado acionário das principais economias emergentes aumentar a possibilidade de ajuste de posições, os analistas do UBS acreditam que os valuations atuais estão em linha com a ascensão dessas bolsas e afirmam que novos ganhos ainda podem surgir.
De acordo com a equipe de análise do banco de investimentos, os mercados emergentes apresentaram uma valorização de mais de 80% desde março, resultando em uma significativa performance superior à apresentada pelos mercados desenvolvidos. Contudo, essa forte variação positiva tem causado apreensão nos investidores, que buscam saber se os valuations atuais estão muito caros.
Para o UBS, esse movimento reflete uma perspectiva mais otimista de que o pior da crise financeira já ficou para trás. “De fato, os fundamentos não se deterioram tanto quanto os preços. Isso sugere que o rali é justificado”, concluem os analistas.
Premissas modestas sugerem novos ganhos
Além disso, o UBS acredita que os valuations atuais estão relacionados à modestas taxas de crescimento estimadas para o longo prazo. “De fato, nós mostramos que os mercados estão precificados a uma taxa de crescimento real no longo prazo de apenas 3,4% ao ano, um nível bem abaixo das nossas estimativas”, afirma.
Essa precificação aquém das perspectivas da instituição leva a equipe de análise a acreditar que apesar da forte alta registrada nos últimos seis meses, os mercados emergentes não apresentam um risco maior no curto prazo que possa prejudicar a rentabilidade.
Duas brasileiras entre as recomendações
Dentre as nove ações recomendadas pelo UBS negociadas nas bolsas emergentes, duas são de companhias brasileiras: o banco Bradesco (BBDC4) e a mineradora Vale (VALE3, VALE5).
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Os outros ativos sugeridos são de AMX, ICBC, PetroChina, BHP Billiton, Gazprom, Teva e Sberbank.