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SÃO PAULO – O crescimento acima das expectativas da economia brasileira no segundo trimestre muda pouco a estimativa de desempenho de médio prazo para o país, segundo especialistas do setor financeiro.
Segundo Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor de política monetária do Banco Central e sócio da Mauá Investimentos, o PIB do período foi beneficiado por efeitos sazonais. Por isso, a Mauá reduziu a projeção para o terceiro trimestre, de alta de 0,1% para queda de 0,4%.
Para Figueiredo, a expectativa com investimentos envolvendo as concessões de projetos de infraestrutura podem trazer impacto para a economia, mas só a partir da segunda metade de 2014.
“Não serão suficientes para mudar o jogo, mas são a boa notícia no meio das notícias ruins que temos visto”, disse ele a jornalistas durante o 6º Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou pela manhã que economia brasileira cresceu 1,5% no segundo trimestre ante os primeiros três meses deste ano, acima da expectativa do mercado, que esperava avanço de 0,9%.
Para a sócia da consultoria Galanto Monica Baumgarten de Bolle, o resultado foi bom, mas não pode ser usado como referência para traçar perspectivas futuras.
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“O segundo semestre está descolado do primeiro”, disse ela, para quem a economia do terceiro trimestre até o momento está parada.
Clovis Meurer, presidente da entidade que representa a industria de private equity, ABVCap, disse à Reuters que o cenário segue difícil porque o governo terá de fazer ajustes na política econômica.
Na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou pela quarta vez seguida a taxa básica de juros do país, que passou de 8,5% para 9%, para tentar conter a alta da inflação.