Para Santander, IPCA estoura meta este ano, mas alcança centro em 2013

Já crescimento do PIB é esperado em 3,0%, acelerando para 3,5% em 2012 e a 4,3% no ano seguinte

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SÃO PAULO – A inflação oficial brasileira vai estourar o teto da meta fixado pelo Governo, segundo projeções do Banco Santander. Segundo as estimativas, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo) fecha em 6,7% em 2011, acima dos 6,5% de limite estabelecidos. No ano que vem, o índice continua alto, em 6,0%, mas deve ficar ligeiramente acima do centro do objetivo, de 4,5%, a 4,7% ao fim de 2013.

Já na medição de novembro, o indicador do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrava um avanço de 6,64% no acumulado dos 12 meses anteriores. Já o último boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (19), revelou que o mercado espera alta de 6,52% ao fim do ano.

Em relação ao IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), no entanto, que é divulgado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), o centro da meta fica mais próximo já em 2012. O Santader vê a taxa em 6,0% neste ano e em 4,9% no próximo, chegando a 4,5% em 2013. O Focus, por exemplo, ainda acredita em variação positiva de 5,17% no ano que vem.

Outros destaques econômicos
A expectativa da instituição para a economia do País está em linha com o mercado também no que diz respeito ao PIB (Produto Interno Bruto). O crescimento projetado para este ano é de 3,0%, frente a altas de 3,5% e de 4,3% nos dois seguintes. O maior avanço continuará sendo, em linhas gerais, do setor de serviços, de acordo com o banco.

Além disso, a taxa de desemprego deve subir, depois de chegar à mínima histórica em 2011 – 6,1% de estimativa. Até o fim de 2013, o Santander vê esse indicador em 6,8%, ainda assim menor do que o apresentado em 2008 e 2009, e próximo ao do ano passado.

Já a projeção de Selic é um pouco mais conservadora. Os economistas veem a taxa básica de juros em 9,5% ao ano no fim de 2012, enquanto aguardam um novo ciclo de alta para 2013 por parte do Copom (Comitê de Política Monetária). O ano fecharia com os juros em 10,0% a.a.

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Por fim, o ajuste fiscal do governo Dilma parece surtir certo efeito nas estimativas do banco, mesmo que seja com a estagnação do endividamento. A previsão de dívida do setor público, em relação ao PIB, é de 37,9% para este ano, 36,0% no próximo, e 35,5% em 2013.

E nas economias maduras…
O Santander também divulgou cálculos relacionados ao cenário macroeconômico de Estados Unidos e Zona do Euro. Os norte-americanos devem apresentar um crescimento de 1,7% neste, seguido de 1,8% no ano consequente. Em 2013, a recuperação, na visão do banco, será mais intensa, com o PIB alcançando avanço de 2,8%.

Para a união monetária europeia, a retomada não será tão relevante. Se a instituição não vê a possibilidade de recessão no bloco – 1,6% de variação positiva em 2012 -, também acredita em apenas 2,0% de crescimento 12 meses depois.