Opinião polêmica

Para Roubini, ataques em Paris podem impulsionar economia do euro (mas há quem discorde)

Para o economista, o BCE pode decidir elevar os programas de estímulo monetária em um margem maior do que teria no cenário normal; outros analistas ressaltam, contudo, que haverá queda do consumo, o que pode afetar a economia

Por  Lara Rizério

SÃO PAULO – Em mais uma declaração polêmica, o economista e professor da New York University Nouriel Roubini afirmou que os ataques terroristas em Paris podem acabar impulsionando a economia da zona do euro. 

O motivo? Para o economista, o BCE (Banco Central Europeu) pode decidir elevar os programas de estímulo monetária em um margem maior do que teria no cenário normal. Em uma entrevista à CNBC, ele ainda afirmou que, de outra forma, o impacto dos ataques seria mais modesto. 

Roubini ainda discutiu os seus pontos de vista sobre a China, ao dizer que a segunda maior economia do mundo experimenta um “pouso acidentado” para se tornar mais orientada para o consumo. Sobre o Federal Reserve, Roubini salientou que uma elevação nos juros em dezembro ou março é irrelevante para o desempenho dos mercados no longo prazo. A trajetória de longo prazo da alta de juros teria um impacto muito maior, afirmou.

Mas há quem veja um impacto negativo dos ataques terroristas na economia. De acordo com analistas consultados pela CNBC, o consumo dos EUA e da Europa deve cair por conta da maior aversão ao risco dos mercados e pressionar os lucros das empresas. 

Se você não acredita que os consumidores vão diminuir os gastos, pelo menos marginalmente, você é ingênuo. Eles vão, naturalmente”, disse o fundador da Gartman Letter, Dennis Gartman. “Mesmo em Virginia, onde eu vivo, você pode sentir que as pessoas ainda estão atordoados com o que aconteceu”, afirmou. E afirmou que os eventos são prejudiciais para a economia europeia. Incerteza e medo nunca são bons. 

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