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SÃO PAULO – Advertiu que se a saúde financeira japonesa não melhorar, poderá comprometer a soberania da nação, o primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, prometeu reduzir a dívida pública do país, que é atualmente a maior do mundo.
Kan defendeu o controle das finanças pelo próprio país, antes que organizações internacionais como o FMI (Fundo Monetário Internacional) passem a controlar a gestão fiscal. “Nós devemos reabilitar nossas finanças por nós mesmos, sem confiar em outros países”, afirmou.
As preocupações para reduzir a dívida pública visam evitar que uma crise fiscal como a ocorrida na Grécia se repita. Vale lembrar que o país asiático possui a maior dívida fiscal do mundo, aproximando-se dos 200% do PIB (Produto Interno Bruto).
A fim de readequar suas finanças, o partido governista chamou outros partidos para conversas sobre um possível aumento de 5 pontos percentuais no imposto sobre o consumo, atualmente em 5%, de acordo com um documento distribuído pelo governo à mídia. O plano reiterou a promessa de reduzir o déficit fiscal primário pela metade até 2015.
Não será uma Grécia
“Seria difícil para o governo restaurar a saúde fiscal do país sem aumentar os impostos sobre vendas”, disse Shogo Ishii, diretor do escritório regional do IMF para Ásia e Pacífico, em entrevista à Bloomberg. “A taxa de 5% é relativamente baixa em comparação com outros países.” Segundo ele, é improvável que o país enfrente uma crise fiscal como a grega porque a poupança e a propriedade doméstica de títulos do governo japonês são elevadas, disse ele.
Mais sobre o documento
Entre outras medidas, o plano proposto pelo governo reiterou a meta de um crescimento econômico nominal e deixou de lado um antigo compromisso de dobrar o subsídio por licença parental, que entrou em vigor este ano.
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O documento distribuído pelo Partido Socialista divulgou que pretende reduzir os impostos das empresas, mas ainda não definiu datas nem valores. A promessa de abolir os impostos da gasolina e eliminar pedágios de rodovias foi abolida. Segundo o relatório, o governo vai reduzir gradualmente alguns pedágios, enquanto estuda o efeito sobre o sistema de transporte.