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SÃO PAULO – O relatório do UBS descrevendo temas de investimento para o Brasil deixa claro seu otimismo já na primeira linha: “A tendência é para cima”.
Os outros motes do estudo são igualmente animadores. Eles corroboram a projeção de 30% de alta para a bolsa brasileira até o final de 2008, dado um panorama de queda do juro e forte crescimento econômico.
Ibovespa ainda melhor
Segundo o banco de investimentos, a resiliência do mercado brasileiro frente às turbulências está mais que comprovada. Recuperação tão rápida e convincente que rendeu novos recordes ao Ibovespa.
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Agora a questão se renova: há espaço para ganhos além dos 62 mil pontos? “Apesar de estar num recorde histórico, na verdade, acreditamos que ainda pode ficar melhor”, dizem os analistas do UBS.
Visão macro
O banco suíço reafirma suas convicções favoráveis descrevendo a atitude assumida durante o ápice das turbulências. “Ao invés de introduzir uma postura mais cautelosa em relação ao mercado brasileiro, encaramos o momento como uma oportunidade”.
Essa postura é pautada na crença de que os fundamentos nacionais são realmente confiáveis, e tendem a trilhar rumos cada vez melhores para a renda variável. Confira as estimativas do UBS:
- Abaixo de R$ 1,80
“Vemos espaço na apreciação do real para menos de R$ 1,80”, avaliam os analistas em relação ao curto prazo. Em 2008, pode haver alguma depreciação marginal, graças à queda das taxas de juro domésticas.
- Selic em 9%
“Há espaço para a taxa Selic recuar para 9% ao ano nos próximos 14 meses”. Diante da flexibilização monetária adotada pelo Copom (Comitê de Política Monetária), os ativos de risco brasileiros seriam bastante beneficiados, prevê o UBS.
- PIB crescendo 5%
“Com uma Selic de 9%, as taxas de juro reais estarão abaixo de 6%”. Um estímulo determinante para que o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) potencial possa alcançar 5% por ano.
Sobe 30% até o fim de 2008
Aos que estão dispostos a aceitar algum risco, o UBS sugere retorno médio de 30% para as ações brasileiras até o final de 2008. Desmembrando o percentual, 21% é devido ao efeito imediato de queda do juro e 9% ao crescimento do PIB.
“Acreditamos que os setores mais sensíveis a taxas de juro locais e dinâmica econômica doméstica serão os mais beneficiados”, revela o UBS. Os analistas preferem empresas de consumo, serviços, imóveis, financeiro e infra-estrutura.