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SÃO PAULO – O tema de maior exposição e que, atualmente, mais mexe com o humor dos investidores é a questão das hipotecas do segmento subprime.
Com diversos pontos de vista sobre o assunto, qualquer novidade a respeito deste tema agita os mercados, que respondem a este tópico com grande sensibilidade.
Qual o motivo de tanta preocupação? A importância do tema está relacionada ao crescimento da maior economia do mundo. Sendo o grande “motor” dos mercados globais, o cenário norte-americano encontra na possibilidade de crash de seu setor imobiliário a maior ameaça ao desempenho de sua economia.
A visão do FMI
Nesta quarta-feira (1°), foi a vez do FMI (Fundo Monetário Internacional) se pronunciar sobre o assunto. Na avaliação da instituição, mesmo com certa desaceleração da economia norte-americana no ano passado, os indicadores do mercado de trabalho do país continuam fortes e o crescimento parece indicar uma retomada.
Com este cenário apontando para uma “aterrissagem suave” da economia do país, esta visão está exposta a diversos riscos, na avaliação do FMI. A “desconfortável” taxa de crescimento em torno de 2 %, após as recessões passadas, pode continuar.
Consumo pode ser afetado
O enfraquecimento do mercado de imóveis do país poderá sim influenciar o desempenho do país, na opinião do FMI.
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Segundo o seu release, as últimas ocorrências envolvendo as linhas de crédito subprime podem contaminar o consumo, tendo em vista que a exposição do problema pode alterar a confiança do consumidor norte-americano e impactar de maneira desproporcional o consumo.
A questão da inflação, constantemente mencionada pelos membros do Fed, também foi avaliada pelo FMI. De acordo com o relatório, com a produção industrial e níveis de desemprego caindo, e a cotação das commodities no mercado internacional subindo, a pressão dos custos pode influenciar uma elevação das taxas inflacionárias.
Visões divergentes
Com a palavra subprime “na moda”, não foi apenas o FMI que publicou relatório a respeito. Após o American Home Mortgage (AHM) comunicar que suas dificuldades devem-se aos problemas com a liquidez de suas hipotecas deste segmento, além de Henry Paulson, secretário do Tesouro dos EUA; o presidente do Fed de St. Louis William Poole também comentou a questão.
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Enquanto Poole disse não conhecer ao certo o tamanho da crise no setor, Paulson comunicou que o efeito negativo do mercado de financiamentos imobiliários está amplamente contido, e que a economia global está forte, como não se verificava há tempos.