Para o FMI, novas reformas poderiam fortalecer a América Latina

Reformas estruturais e macroeconômicas poderiam contribuir para o fortalecimento da região

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SÃO PAULO – O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou recentemente um relatório em que analisa o passado recente dos países latino-americanos, comentando as reformas realizadas no início da década de 1990 e analisando a necessidade de reformas futuras.

Para os analistas do fundo, as reformas foram “desiguais” e “incompletas”, apesar de avanços com algumas medidas como privatizações, estes faltaram na área trabalhista e no sistema judicial. Essa falta de avanço em algumas áreas teria sido uma das razões para a desaceleração do crescimento da região no final da década passada.

Com a redução das pressões dos mercados, a região atravessa um momento melhor, assim como os países emergentes de uma maneira geral. Porém, de acordo com o relatório, as economias latino-americanas podem ser fortalecidas através de um aprofundamento das reformas, estruturais e macroeconômicas.

Reformas macroeconômicas e estruturais

Dentre as reformas macroeconômicas, uma das prioridades seria a busca pela independência do Banco Central, com objetivos definidos, que visaria assegurar a continuidade do sistema de metas de inflação. Outra importante reforma seria a melhora na credibilidade da política fiscal, buscando uma maior transparência e uma melhora na administração do orçamento.

Já no âmbito das reformas estruturais, os analistas consideram haver a necessidade de melhora na supervisão e na regulação do setor financeiro, para a redução da vulnerabilidade. Além disso, avanços também precisam ser feitos na questão da liberalização do comércio, com redução de práticas protecionistas e melhora na infra-estrutura.

Questão trabalhista e corrupção também em destaque

A questão da legislação trabalhista também foi citada, devido à ausência de reformas na área no início dos anos 90. De acordo com o relatório, a flexibilidade do mercado de trabalho é fundamental para facilitar a mobilidade dos trabalhadores entre os setores e permitir que os países aproveitem melhor a globalização.

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Por fim, a questão do papel do Estado também foi citada, com o relatório do FMI ressaltando o prejuízo da corrupção, que recai especialmente sobre a camada mais pobre da população. O fortalecimento das questões regulatórias e na estrutura de incentivos para investimentos também deve, de acordo com o relatório, contribuir para a atração de mais recursos e de um ambiente macroeconômico melhor.