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SÃO PAULO – “Quando a turbulência nos mercados passar, a economia entrará em um período de baixo crescimento e estagnação”. A frase foi retirada de um relatório divulgado pela Moody’s nesta segunda-feira (5), abordando as perspectivas para os anos de 2009 e 2010.
De acordo com o documento, a companhia consegue enxergar três possíveis cenários para os próximos dois anos, dependendo de como o mercado reagirá ao agravamento da crise financeira. Porém, mesmo na visão mais central, a previsão da agência de riscos sinaliza contração da economia em 2009.
“Possivelmente veremos alguma expansão em 2010”, sugerem os analistas. Considerando somente os mercados emergentes, a situação mostra-se um pouco mais amena. “Mas esse crescimento estará abaixo do potencial”, ressalta a Moody’s.
Três cenários
Atento às possibilidades para os próximos anos, Pierre Cailleteau, economista-chefe da Moody’s, afirmou que é possível traçar diferentes perspectivas para o futuro da economia, analisando o horizonte sob três óticas distintas: uma otimista, uma realista e outra pessimista.
Abordando o caso central, os analistas esperam uma recuperação gradativa do crescimento, passando por uma fase de estagnação em 2009 e por uma possível recuperação no ano posterior. “Isso descreveria uma recuperação em forma de ‘U'”, ilustra o documento, apostando na permanência de elevada aversão ao risco por um tempo um pouco maior.
No campo mais positivo, chamado de “Global Resiliency”, Ceilleteau prevê uma recuperação mais rápida, com EUA e Europa reagindo de forma eficiente aos massivos estímulos ficais e monetários feitos pelos respectivos governos. A desaceleração da economia ocorreria por um tempo menor, levando a uma recuperação em forma de ‘V'”.
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Por fim, na ponta oposta, a Moody’s ilustra a situação em que o clima dos mercados continuará desfavorável aos negócios, levando ao colapso do comércio internacional, à queda nos preços das commodities e do sistema financeiro como um todo.”Se isso, de fato, acontecer o crescimento poderá continuar negativo nos EUA e Europa em 2009 e 2010, levando ao cenário em forma de ‘L'”, observa o economista.