Para Máxima, IGP-M deve registrar deflação de 0,25% em junho

Esta seria a primeira deflação do indicador desde dezembro de 2009; projeção é feita com base no resultado do INCC-M

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SÃO PAULO – A Máxima Asset Management reduziu sua estimativa para o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) de -0,22% para -0,25%, o que significaria a primeira deflação do índice desde dezembro de 2009. O índice está previsto para ser publicado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) nesta quarta-feira (29).

Segundo Elson Teles, que assina o relatório da gestora, a redução da estimativa foi realizada com base no resultado já divulgado do INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado), que veio em 1,43%, ante 2,03% em maio – índice um pouco abaixo do esperado.

O IGP-M apresentou variação positiva de 0,43% em maio e de 0,85% em junho do ano passado. Com isso, o índice acumularia altas de 3,1% no ano e de 8,6% nos últimos 12 meses, ante 9,8% até maio.

Termo desmembrado
Em termos desagregados, a corretora estima variações negativas de 0,55% para o IPA-M (Índice de Preços por Atacado – Mercado), ante 0,03% em maio, e variação de de -0,12%, ante 0,90% em maio, para o IPC-M (Índice de Preço ao Consumidor – Mercado).

Dentre os preços ao produtor amplo (IPA-M), a corretora estima queda de 2% para agropecuária, ante -1,8% em maio, e variação nula dos preços industriais, que foi de 0,7% em maio.

No âmbito do IPC-M, as maiores contribuições de baixa no mês serão exercidas, segundo a corretora, pelos grupos alimentação, com recuo de 0,23 pontos percentuais, e transportes, com recuo de 0,17 pontos percentuais, “refletindo quedas nos preços de alguns alimentos in natura e dos combustíveis (etanol e gasolina)”, completa Teles em relatório.