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SÃO PAULO – A Link Investimentos não vê grande adição de valor à Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) caso a empresa venha a abrir o capital de sua mina Casa de Pedra. Para a corretora, a companhia não deixou claro o assunto em seus recentes comunicados ao mercado, apenas “esquivou-se” de multas da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
De acordo com os analistas, o comunicado divulgado pela companhia nesta terça-feira (29) não traz nada de novo, uma vez que a CSN apenas comentou que avalia novos negócios envolvendo seus ativos de mineração e logística, porém afirma que nenhuma decisão foi tomada até agora.
Mina Casa de Pedra
Pela manhã a siderúrgica divulgou nota na qual diz que “está avaliando segregar parte de seus ativos de mineração e de logística em subsidiárias distintas, o que poderia, eventualmente, envolver a realização de uma oferta publica de ações ou a combinação desses negócios com terceiros.”
As especulações do mercado baseiam-se em antigos planos da empresa de valorizar a mina Casa de Pedra. Segundo a direção da CSN, o mercado não dava a devida atenção à importância da mina e, por isso, avalia propostas de venda ou de abertura de capital.
Porém, os planos foram deixados de lado na época (meados de 2008) com a percepção de que a venda de parte da Namisa trouxera maior precificação ao segmento de mineração.
Para os analistas da Link, uma possível retomada dessas ideias estaria assentada na vontade da CSN em levantar caixa para a própria empresa (no caso de venda) ou na melhora dos investimentos em subsidiárias (com o IPO).
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“Essa possível segregação não deve sair logo, apesar do recente apetite do mercado brasileiro por ofertas”. Além disso, a corretora reitera que estas negociações devem trazer pouco valor para a companhia como um todo e, assim, mantém sua recomendação de compra para os ativos da CSN.