Para LCA, cenário da inflação está melhorando, mas ainda tem problemas

Pressão dos preços dos serviços é destacada como principal preocupação; consultores esperam novas medidas para o crédito

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SÃO PAULO – Avaliando o resultado de março do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que foi divulgado na última quarta-feira (23) e apontou inflação de 0,60% neste mês, os consultores da LCA afirmam que o cenário para a inflação está melhorando.

Essa tendência de queda da pressão inflacionária na economia estaria acontecendo desde outubro, e a recente aceleração da inflação seria devido “a um pequeno grupo de itens, com destaque para Transportes”, aponta a equipe da LCA. Outro fator destacado pelos analistas é a difusão dos aumentos de preços, que teria dado “sequência à tendência de queda [da inflação] iniciada em janeiro”.

Serviços
Entretanto, a despeito desse cenário positivo para da inflação, um dos principais desafios do Banco Central nesse tema seria a trajetória dos preços dos serviços. Segundo os consultores, “os [serviços] menos voláteis continuam bastante pressionados e chegaram a preocupantes 9,0%” de aumento na comparação anual.

A perspectiva apontada pela equipe da LCA para esses preços é que, com a desaceleração do mercado de trabalho ao longo do primeiro semestre deste ano, “podemos contar com uma lenta desaceleração nos próximos meses”, embora a pressão deva continuar existindo por muitos meses.

Novas medidas macroprudenciais
Pelo lado da política monetária, os consultores da LCA esperam que o ciclo de aumento da taxa básica de juro seja encerrado na reunião de abril do Copom (Comitê de Política Monetária), com uma nova elevação de 0,50 ponto percentual, o que elevaria a taxa Selic para 12,25% ao ano.

Mesmo assim, o aperto monetário não ficaria restrito a esta derradeira alta do juro básico. Os consultores esperam que “novas medidas macroprudenciais poderão ser adotadas para desaquecer o mercado de crédito”.

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Corroborando com essa expectativa, a equipe da LCA cita as declarações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmando que a autoridade monetária considera que o crescimento de estoque de crédito deveria ficar entre 10% e 15% ao ano. “O BC precisará tomar novas medidas para ‘enquadrar’ o mercado de crédito”, concluem os consultores.