Para Krugman, “queda livre” da economia parece ter ficado pra trás

Prêmio Nobel ressalta sinais de estabilidade ao redor do mundo, mas pede atenção quanto à origem incerta da recuperação

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SÃO PAULO – Em seminário realizado na cidade de Ho Chi Minh, no Vietnã, Paul Krugman reiterou a opinião de que o pior da crise já passou e afirmou, nesta quinta-feira (21), que a “queda livre” da economia pode ter chegado ao fim.

O economista, que venceu o Prêmio Nobel em 2008, assinalou que as ações tomadas pelo Federal Reserve, bem como por diversos países ao redor do mundo, parecem ter surtido efeito desejado e a crise começa a ser superada.

“Praticamente todos os indicadores estão sugerindo que a queda livre chegou ao fim e que nós conseguimos nos estabilizar”, comentou o acadêmico da Universidade de Princeton. “É provável que o pior já tenha ficado pra trás”.

Ressalvas e considerações

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Apesar do tom otimista que as palavras de Krugman parecem transparecer, o economista ressaltou que ainda há alguns motivos de apreensão, ao não se saber ao certo, por exemplo, de onde está vindo a recuperação.

“Tenho medo da hipótese de que nós tenhamos alcançado o pior e não conseguimos encontrar ainda maneiras de melhorar”, sugeriu o acadêmico durante seu discurso. “O ruim é encontrar o chão e não conseguir sair dele”, explica.

As previsões para o dólar também inspiram ressalvas e Krugman espera desvalorização, se a recuperação de fato evoluir. “Com a crise, a demanda por dólares tornou-se inflada. Boas notícias para a economia são, na verdade, ruins para a divisa, uma vez que, se as coisas se estabilizarem, a sua demanda cairá bastante”.