Análise técnica

Para investidor, Ibovespa parece desenhar reversão no curto prazo

Mas, no meio do caminho, um repique hoje seria um movimento natural do mercado, diz Wagner Caetano, diretor da Top Traders e do Terminal Cartezyan

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SÃO PAULO – Passada a primeira semana de maio praticamente estável, a força vendedora tem predominado o cenário do Ibovespa, que caiu nos últimos dois pregões 3,06%, voltando para os 55.499 pontos, deixados no final de abril. As portas para as quedas foram abertas após o benchmark atingir os 57.605 pontos na segunda-feira, após um falso rompimento do patamar dos 57.360 pontos, deixando um candle de força baixista com volume acima da média, comentou o investidor profissional Wagner Caetano, diretor da Top Traders e do Terminal Cartezyan. 

Ontem, a força vendedora voltou a dominar o pregão, mas o índice fechou longe da mínima do dia (55.027 pontos), deixando uma sombra inferior relevante no gráfico diário. Já para hoje, Caetano acredita que um repique seria um movimento natural, principalmente na reta inicial, dado que algumas ações mostraram recuperação no final do pregão de ontem. Exemplos foram as ações dos bancos, como Itaú Unibanco, Banco do Brasil e Bradesco. 

Ele acredita que esse repique que pode vir no pregão de hoje seria apenas um alívio, citando que, para o curto prazo, o Ibovespa parece desenhar uma reversão, através da figura denominada ombro-cabeça-ombro (como está circulado no gráfico abaixo). A perda de 54.960 pontos confirmaria esse padrão, com o primeiro objetivo em 53.510 pontos, comenta.

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Para hoje, ele reforça, no entanto, que a volatilidade deve ditar a regra do jogo hoje, que tem na pauta o cenário interno,  juntamente com desdobramentos dos investimento chineses no Brasil e o fluxo cambial que será divulgado às 12h30, indicador importante, disponibilizado pelo Banco Central semanalmente, uma vez que a atuação dos investidores estrangeiros no Brasil é cada vez mais expressiva. No exterior, há ainda a Grécia e a China no radar, mas o principal driver será a ata do Federal Reserve programada para às 15h, que poderá sinalizar sobre o aumento de juros nos Estados Unidos, impactando diretamente ativos e dólar.

Confira o gráfico traçado por Wagner Caetano: