Para internautas, IPI menor para carros flex só é correto se for permanente

Segundo enquete da Fenabrave, medida só poderia ser considerada ecologicamente correta se fosse definitiva

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SÃO PAULO – Para 40,62% dos internautas, a prorrogação da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) só poderia ser considerada como “ecologicamente correta” se vigorasse definitivamente.

A resposta é dos participantes de enquete promovida pela Fenabrave (Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores) entre os dias 30 de novembro e 6 de dezembro, que perguntava se a prorrogação do benefício é uma medida acertada do governo.

Respostas
A maior parte das respostas (40,62%) afirmou que não, que ela só seria válida e ecologicamente correta se fosse permanente. Para os outros 37,50% dos participantes, a iniciativa é correta “alinhada com a responsabilidade ecológica, além de ajudar o mercado e o consumidor”.

Já o restante (21,88%) acredita que “talvez” a medida tenha sido correta e que “se o objetivo fosse ecológico, deveria envolver todos os veículos flex e com biocombustíveis”.

Carros flex mais em conta
No final do último mês, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a prorrogação da redução do imposto para carros do tipo flex. Até 31 de março do próximo ano, veículos flex e também a álcool, de até 2 mil cilindradas, terão desconto no IPI.

A alíquota incidente sobre os carros flex, que funcionam à gasolina e álcool, de 1.000 cilindradas, será mantida em 3%. Para os veículos com motorização entre 1.000 e 2.000 cilindradas, alíquota será mantida em 7,5% até a mesma data.