Para HSBC, Brasil e México irão “sofrer” com efeitos da crise internacional

Dirigente afirma em conferência que região sentirá impacto na economia; banco tenta levantar US$ 18 bilhões em capital

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SÃO PAULO – Em conferência realizada nesta quinta-feira (20), Emilson Alonso, líder do HSBC na América Latina, afirmou que o Brasil e o México irão “sofrer” com a crise financeira internacional.

“No nosso cenário, a situação se tornará mais crítica em junho, julho ou agosto”, comentou a autoridade. Porém, o fato das exportações serem baseadas em commodities irá ajudar os latino-americanos a se recuperarem da desaceleração antes do que outras regiões.

As palavras de Alonso dividiram a atenção ainda com a decisão dos acionistas do HSBC, que permitiram que o banco levantasse US$ 18 bilhões através da oferta de direitos. O grupo está tentando se capitalizar após perder US$ 15,5 bilhões nas operações nos EUA em 2008.

Desempenho variado

Segundo os números do conglomerado britânico, o lucro na América Latina caiu 6% no ano passado, o que foi considerado “muito bom” pelo dirigente. Os negócios no México tiveram queda acentuada nos cartões de crédito, mas o desempenho foi de crescimento na parte corporativa.

“No Brasil a situação é pior porque as companhias estão demitindo muito e então nós estamos passando por tempos difíceis em termos de financiamento pessoal. Por outro lado, o portfólio corporativo está indo muito bem”.