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SÃO PAULO – “A economia atual requer que o Congresso traga a estrutura regulatória para o século XXI, garantindo ao governo poder controlado para conter danos à economia enquanto gerencia a falência de instituições financeiras grandes e complexas. A legislação diante do Comitê faz isso”.
A fala de Timothy Geithner, secretário do Tesouro dos Estados Unidos, diante do Comitê de Serviços Financeiros do Congresso mostra claramente sua posição em relação à nova proposta de regulação do sistema financeiro norte-americano. Para ele, a legislação representa uma resposta coordenada e abrangente ao problema de risco moral de haver “instituições grandes demais para falir”.
“Ela produz uma supervisão forte e responsável para todas as nossas grandes firmas financeiras e impõe custos não aos contribuintes, mas aos tomadores de risco, onde eles pertencem”, declarou Timothy Geithner, acrescentando que a proposta permite ao governo dividir uma instituição financeira em falência sem impor custos aos cidadãos.
Sem garantias governamentais
Ao defender a legislação proposta, Geithner foi além de listar os benefícios das regras. Segundo ele, uma das coisas que o texto não faz é estabelecer garantias governamentais para firmas financeiras com problemas.
“A legislação não cria uma lista fixa de firmas financeiras sistemicamente importantes. Ela não cria uma autoridade permanente nos moldes do Tarp. Ela não dá ao governo amplo poder de interferir e resgatar firmas insolventes. E ela não dá o conforto – aos investidores, credores, contrapartes ou direção – de que o governo estará pronto para absorver perdas de estratégias de negócio arriscadas”, ressaltou o secretário do Tesouro.