Para FMI, emergentes devem crescer em média 6,5% em 2011 e 2012

América Latina será beneficiada pela pujança das exportações de commodities e da demanda interna, revela o Fundo

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SÃO PAULO – Os mercados emergentes deverão ter crescimento médio de 6,5% em 2011, revelou o FMI (Fundo Monetário Internacional) nesta sexta-feira (17). O número é bem superior à média estimada pelo Fundo para o avanço econômico dos países desenvolvidos neste ano, mas é menor do que o crescimento médio de 7,5% projetado pelo FMI para o ano passado.

Embora no geral o quadro para os emergentes traga dados positivos, o FMI destaca que as perspectivas também variam de uma região para outra. Na Ásia, por exemplo, o crescimento dessas economias apresentará apenas um pequeno recuo em relação aos níveis bastante elevados registrados em 2010.

“Os transtornos nas redes de produção regionais por causa das restrições da oferta no Japão parecem ter sido contidos, embora alguns setores, sobretudo automóveis e eletrônicos, possam continuar sob pressão até meados do ano”, destacou o Fundo.

América Latina
No caso da América Latina, Olivier Blanchard, economista-chefe e diretor do departamento de pesquisa, José Viñals, diretor do departamento de mercados monetários e de capitais, e Carlo Cottarelli, diretor do departamento de assuntos fiscais do Fundo, que participaram de coletiva de imprensa em São Paulo para apresentar as atualizações do panorama econômico global, disseram que a região será beneficiada pela pujança das exportações de commodities e da demanda interna.

Contudo, eles destacaram que o ritmo da atividade será mais lento em algumas economias latinas que utilizaram medidas mais agressivas de aperto da política monetária. Cabe destacar que o FMI cortou suas projeções de crescimento para o Brasil neste ano de 4,5% para 4,1%.

Europa, África e Oriente Médio
Para os países emergentes da Europa, o FMI prevê que o crescimento econômico em 2011 será maior do que o previsto anteriormente, seguido de uma desaceleração em 2012 provocada, em partes, pelo forte ciclo de demanda interna da Turquia.

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Além disso, o Fundo revelou que as perspectivas econômicas para o Norte da África e para o Oriente Médio continuam obscurecidas pelos distúrbios sociopolíticos, embora o panorama tenha melhorado para alguns exportadores de petróleo e minérios.