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SÃO PAULO – Mesmo com as ações de blue chips norte-americanas em suas máximas históricas, o ex-presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, disse à rede de notícias norte-americana CNBC que não vê uma “exuberância irracional” nos mercados.
Em entrevista ao programa “Squawk Box”, Greenspan apontou que pelos padrões históricos as ações estão significativamente desvalorizadas mesmo considerando que atingiram recentemente seus patamares mais altos.
Ele acrescentou ainda que a recente alta dos papéis e os preços dos imóveis estão formando uma ótima proteção na economia dos EUA diante do perigo esperado pelo aumento do Payroll Tax (taxa que incide sobre todos os salários), anunciado no início deste ano.
No acordo para evitar o fiscal cliff nos EUA, a taxa única que incide sobre todos salários subiu de 4,2% para 6,2%. Esse imposto é pago pelos empregadores, mas tem influência sobre o rendimento dos empregados.
Rali em Wall Street
Na véspera, o mercado de ações norte-americano estabeleceu novos marcos, com o Dow Jones completando dez sessões seguidas de ganhos, com oito fechamentos recordes. Esta é a mais longa da sequência de alta do índice desde novembro de 1996, quando o então presidente do Fed, Greenspan, fez o famoso discurso em que chamou a atenção para a “exuberância irracional” do mercado.
Os dois momentos se diferem apenas pelo fato de que a sequência de alta registrada ontem foi acompanhada por uma queda no volume de negócios, que reflete alguma cautela do investidor, enquanto em 1996, o volume subia à medida que as ações ampliavam ganhos.
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Os dados econômicos dos Estados Unidos que vêm impulsionando esse movimento de alta do índice, com destaque para a melhora no relatório semanal de novos pedidos de auxílio-desemprego, e que vieram na sequência de uma forte alta das vendas no varejo em fevereiro.
Além disso, a sequência de indicadores positivos está levando muitos analistas a alterarem sua perspectiva para a economia norte-americana. O Deutsche Bank foi um dos que se mostraram otimistas ao elevar sua projeção da atividade do país para alta de 2,3%, ante expectativa anterior de 1,7% em 2013. Este novo valor é o mesmo projetado pelo JPMorgan, que apresentava como estimativa anterior alta de 1,5%.