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SÃO PAULO – Ser consumidor livre de energia está se tornando um bom negócio. Pelo menos é isso o que apontam dados da Comerc Energia, uma das maiores gestoras de eletricidade independentes do País.
Conforme o levantamento, durante agosto, essa parcela de clientes obteve, no total, uma economia de R$ 377 milhões em tarifas, ou 28% em relação aos valores cobrados àqueles cativos de concessionárias.
Mudança de perfil
Por conta dessa economia, o perfil do consumidor do mercado livre mudou. Antes concentrado em indústrias, fazem parte agora outros empreendimentos, como shoppings centers, hotéis, hospitais e edifícios comerciais.
“Essas empresas estão agora tomando conhecimento da economia que podem obter”, garantiu um dos presidentes da Comerc, Marcelo Parodi.
Durante agosto, o mercado livre consumiu 9.269 megawatts médios, o equivalente a 20% de toda a energia elétrica consumida no País.
Criação
O mercado livre foi criado em 1995 com o intuito de estimular a livre concorrência do setor. Dessa forma, o cliente pode escolher quem será seu fornecedor.
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Contudo, esse tipo de negócios só está disponível para aqueles que possuem uma demanda igual ou superior a 3 megawatts e tensão mínima de conexão de 69 quilowatts (cerca de R$ 500 mil mensais).