Para cortar custos, TAM decide manter frota doméstica

Empresa também vai reduzir periodicidade de voos internacionais para Frankfurt e Londres

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SÃO PAULO – Para diminuir os gastos e buscar uma maior rentabilidade, a TAM (TAMM4) decidiu não aumentar sua frota doméstica para o ano que vem. A empresa deve fechar 2012 com 159 aeronaves, contra 163 previstas anteriormente – serão mantidas 127 do tipo “narrow body”, com apenas um corredor de acesso.

A aérea informa, porém, que trocas serão realizadas para diminuir a idade média das unidades. Serão 13 novos Airbus A320 que devem chegar para substituir outros 13 aviões mais antigos, do tipo A330. Os leasings de quatro equipamentos também serão cancelados.

Voos domésticos
Segundo o comunicado da companhia, a demanda por voos no Brasil deve apresentar um crescimento abaixo do estimado para 2011, entre 15% e 18%. Para manter as margens, a TAM quer aumentar as receitas e cortar custos, principalmente de manutenção e com combustíveis. Durante o primeiro semestre, a alta no preço do petróleo foi responsável por grande parte das despesas das aéreas brasileiras.

“Um ajuste em nosso plano de frota é necessário para assegurar a rentabilidade do negócio”, afirma Líbano Barroso, presidente da empresa. Objetivando uma melhora ainda maior na eficiência, a projeção de oferta de assentos para o ano que vem é de uma alta em 4%.

Além-mar
As viagens internacionais, porém, devem diminuir em quantidade. Os aviões “wide body”, que servem para voos mais longos, chegarão a 32 unidades, contra 29 em 2011, mas a periodicidade vai cair, de acordo com o executivo, para otimizar as operações.

Na rota entre o Rio de Janeiro e Frankfurt, por exemplo, atualmente são realizadas sete partidas por semana. Com a mudança, o número cairá para quatro. Já para Londres, as decolagens serão reduzidas de seis para três semanais.

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De Guarulhos a Milão, a troca dos Airbus da TAM deve cortar em até 20% os gastos com combustíveis, por causa da eficiência dos aviões – dois motores, contra quatro dos atuais. A aérea espera ganhar até US$ 50 milhões anuais com as medidas adotadas.